Na semana em que completa nove meses, o modelo de Distanciamento Controlado, lançado no dia 10 de maio de 2020, indica que a maioria das regiões está com alto risco para esgotamento da capacidade hospitalar e velocidade de propagação do vírus no mapa preliminar da 40ª rodada.
Divulgada nesta sexta-feira (5), a classificação prévia traz 13 regiões em bandeira vermelha – duas a mais do que na rodada anterior. As outras oito regiões receberam bandeira laranja.
Foram classificadas em vermelho: Canoas, Capão da Canoa, Cruz Alta, Ijuí, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Porto Alegre, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santa Rosa, Santo Ângelo e Taquara.
Foram classificadas em laranja: Bagé, Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Erechim, Guaíba, Lajeado, Pelotas e Uruguaiana.
Entre os indicadores monitorados pelo sistema de enfrentamento à pandemia, chamam a atenção a redução no número de pacientes confirmados com coronavírus em leitos clínicos (-7%) e um leve aumento nos leitos de UTI (+3%).
Contabilizando o pequeno aumento do total de leitos e também dos confirmados com Covid-19 em UTI, verifica-se estabilidade no número total de leitos de UTI ocupados em todo o Rio Grande do Sul. Atualmente, 74% dos leitos de UTI no Estado estão ocupados.
Na 40ª semana do Distanciamento Controlado, houve também redução nos registros de novas hospitalizações (-19%), de casos ativos (-17%) e de óbitos por Covid-19 (-15%).
Embora os dados indiquem estabilização e a vacinação será ampliada com a expectativa de envio de novas doses ao Rio Grande do Sul neste final de semana, o governo do Estado reitera a gravidade da situação, com quase 11 mil gaúchos mortos pelo vírus.
Com a proximidade do Carnaval, o Gabinete de Crise chama a atenção para que os gaúchos sigam respeitando os protocolos, principalmente quanto à higienização constante, evitar aglomerações e uso obrigatório de máscara em todas as bandeiras.
Macrorregião Metropolitana: Canoas, Novo Hamburgo e Taquara
No mapa preliminar desta 40ª rodada, os indicadores da macrorregião Metropolitana se mantiveram quase estáveis, tendo como mudanças mais significativas o aumento de 7% no número de internados por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em UTI (de 478 para 510 casos) e 6% no número de internados em leitos de UTI Covid (de 409 para 435). Ambos indicadores foram registrados até 4 de fevereiro.
Com a piora na avaliação destes dois indicadores, houve elevação da contribuição da macrorregião sobre as regiões Covid. Além disso, a macrorregião Metropolitana passou a apresentar 0,8 leito livre para cada ocupado por Covid-19, o que acarreta a aplicação da salvaguarda de bandeira vermelha para as regiões que apresentam o indicador de incidência de hospitalizações avaliado em bandeira vermelha ou preta. Este foi o caso das regiões de Taquara, Novo Hamburgo e Canoas, que, apesar de apresentarem médias ponderadas abaixo de 1,5, passaram a ser avaliadas com bandeira final na cor vermelha.
A região de Novo Hamburgo apresentou estabilidade nos indicadores individuais, apresentando elevação na média ponderada final somente devido à variação dos indicadores da macrorregião Metropolitana.
]regiões de Taquara e Canoas apresentaram piora nos indicadores individuais, embora não o suficiente para elevar a média ponderada acima de 1,5. No entanto, aplicou-se a salvaguarda de bandeira vermelha nestas regiões, pois apresentam o indicador de incidência de hospitalizações em bandeira vermelha, resultando em uma alteração da bandeira final de laranja para vermelha para as regiões, que haviam sido alteradas de vermelha para laranja na 39ª rodada.
Apenas Guaíba, que também foi para bandeira laranja como as demais na semana passada, permaneceu estável esta semana, pois, apesar da elevação dos indicadores da macrorregião, apresenta avaliação em bandeira laranja no indicador de incidência de novas hospitalizações, não se aplicando a salvaguarda de bandeira vermelha.
Taquara registrou um aumento elevado, de 160% em dois indicadores: hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias (passou de cinco para 13 casos) e, por consequência, no número de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos sete dias por 100 mil habitantes (passou de 2,19 para 5,70).
O número de óbitos nos últimos sete dias também teve o aumento de um caso, resultando em uma elevação de 25% no indicador. Com um aumento de 33% no número de óbitos nos últimos sete dias, Canoas registrou uma elevação de sete casos em relação à semana passada, de 21 passou para 28.
