Nova fonte de emprego e renda ao Vale do Sinos. O turismo? Como assim?

Sim!! Isso mesmo!!! O que há
anos parecia uma utopia começa a tomar forma em nossa região! Se você analisar
a quantidade de festas de Natal, com qualidade, já é um indício dessa indústria
sem chaminé, citando a história. É claro que não somos o Rio de Janeiro, a
Bahia ou Gramado, mas estamos no caminho de uma Pequena Europa de Etnias.

O desconhecimento do tema faz
com que muitos falem do turismo somente como um simples passeio. Em realidade,
onde ele se desenvolve, há uma melhoria substancial da qualidade de vida da
população local, dos serviços públicos e, gerando cultura, informação, renda e
sustentabilidade.


Turismo é qualidade de vida e geração de
cultura e renda!


O turismo, segundo a
Organização Mundial do Turismo (OMT), “inclui tanto o deslocamento e as
atividades realizadas pelas pessoas durante suas viagens e estadas, bem como,
as relações que surgem entre eles, em lugares distintos de seu ambiente
natural, por um período de tempo consecutivo inferior a um ano e mínimo de 24
horas (pernoite no destino), principalmente com fins de lazer, negócios e
outros”.


O alinhamento em torno do tema
proporciona ações estratégicas regionais de saúde, educação, cultura,
infraestrutura e, principalmente, tornando a região um grande potencial para
atração de empresas mundiais
, de tecnologia, em busca de um local
propício as suas operações, com uma logística ímpar, muitos serviços de
primeira linha, um povo qualificado e um local para se morar com orgulho.


O olhar de oportunidades que
deveríamos ter traz muito mais perspectivas do que simples buracos espalhados
nas ruas de todas as cidades. O engajamento social propõe aos administradores
públicos a atenção em temas essenciais, agregadores de longo prazo.


Como ter uma região atrativa sem o
funcionamento dos serviços públicos mais essenciais aos mais necessitados?


Exato! Esse tipo de
questionamento faz com que o pensamento e o direcionamento orçamentário das
cidades foque o desenvolvimento qualitativo da região. O tratamento do esgoto e do Rio do Sinos são dois exemplos! Mas
precisamos cobrar e nos posicionar! Leis são feitas nas câmaras municipais e
orçamentos são feitos pelo executivo e aprovados pelo legislativo! Mãos a obra!


Teremos em breve vários
investimentos de grande porte na região que farão com que haja uma nova onda de
migração local. Acredito que haverão 400.000 habitantes em 20 anos, citando
Novo Hamburgo. E a estrutura das cidades, está preparada para isso? O Boulevard
Germânia vem por aí!


Se temos uma região ótima de
moradia, potenciais humanos de qualidade, cultura fervilhante, parques lindos,
paisagens inebriantes, comércio diversificado, centro de eventos regional, indústrias
guerreiras, praças e largos para eventos, população receptiva, universidades
inovativas, parques tecnológicos avançados, gastronomia típica e internacional,
bons hotéis, teatros, cinemas, pousadas rurais, spa, o que estamos esperando?


Qualidades escondidas


Não sei se as qualidades da
nossa região estão escondidas ou a maioria não quer observar e potencializar
nossas benesses. Conheço várias prefeituras da região que tem serviços de
primeiro mundo e não são reconhecidas por isso.


A velha máxima de que “nunca está bom para
não relaxar”!
Garanto que não serve para quem reclama!


A malha educativa fundamental
e básica da região, através das escolas municipais, particulares e outras,
ganham em qualidade de muitas regiões do Brasil e do mundo. O nosso
Ideb
médio é muito maior do que pode o cidadão imaginar. Temos educação pública e privada de qualidade na região, sim!


As universidades locais estão
fervilhando de projetos na área da inovação e tem se aproximado cada vez mais
do mercado. É tarefa nossa nos aproximarmos delas cada vez mais, olhando-as como
foco de desenvolvimento de conhecimento e suporte ao presente e ao futuro. Desde
estágios a centros tecnológicos, consultorias, cursos, eventos e muito mais.


Tenho visitado vários parques
públicos, praças, largos e espaços de convivência e me emociono ao ver a
limpeza, organização, cuidado e zelo que há. O mesmo zelo que alguns arruaceiros
teimam em desafiar. Mas são exceções! O fato é que cuidamos de nossas cidades,
como cidadãos, muito mais do que outras cidades por ai!


A quantidade de festas
populares em finais de semana é tão grande que haveria de ter sete dias para
visitar proveitosamente todos os eventos. São variados, muito focados na
cultura alemã, mas principalmente, focados
na família
. Quem não quer morar em um lugar onde o valor à família é um dos
pilares da cultura local? É claro que há exceções! Mas não são regras!


As feiras de negócios
borbulham nas prefeituras da região e não poderia deixar de citar nossa Fenac,
de visibilidade mundial. O turismo de negócios é muito produtivo, pois
movimenta a malha de indústria, comércio e serviços das cidades ao entorno.
Quem não gostaria de ter uma Fenac em sua cidade? Temos e precisamos valorizar!


A cultura local é muito
promissora, através de grupos de teatro, dança, corais, música e grandes
projetos que estão por vir através do esforço das secretarias de cultura de
cada cidade e da população que apoia, em consequência. Citando também os
teatros em Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Campo Bom, Sapiranga e outros, que são
palcos a criatividade.


Cultura qualifica mentes!


As áreas rurais das cidades
são ricas em descobertas, paisagens e serviços aprimorados. Citando Lomba
Grande, cito todas, por representar a de maior extensão e visibilidade. Poderia
citar o Morro Ferrabraz, Dois Irmãos, Ivoti e muito mais.


Um fator fundamental a quem já
morou em cidades maiores: o tempo de
deslocamento
. Aqui em nossa região podemos andar em 30 minutos de um lado
ao outro. As cidades não tem engarrafamentos horrorosos! É lógico que
antigamente se demorava um pouco menos, mas continua não sendo um tempo
exagerado, bem aceitável!


Muitos que trabalham em Porto
Alegre, escolheram morar aqui, pois o deslocamento interno na capital é muito
ruim. Temos o trem que facilita muito!


Cidades mais que criativas


A projeto da Unesco de Cidades
Criativas encaixa como uma luva em nossa região. Temos Novo Hamburgo como foco
inicial propositivo. Imagino um efeito cascata em todas prefeituras do Vale do
Sinos. Uma forte baliza de conteúdo é o Livro Cidades Criativas, da Editora
Feevale, que orienta e esclarece muito bem o assunto. Aqui vai o link para baixá-lo
em pdf:
Cidades Criativas.


Parabéns Universidade Feevale por
disponibilizar gratuitamente as publicações. São várias e com excelente
conteúdo!


Há de se utilizar nossa
cultura local como alavanca de desenvolvimento social e econômico. Nosso povo
trabalhador e sério tem muito para oferecer! Mas me permitam uma reflexão
importante: precisamos alinhar nossas
crenças às novidades mundias em grande escala!


A velocidade das mudanças no
mundo atual não respeita nenhuma barreira. Assim como em uma família,
deveríamos nos unir em torno de um esforço coletivo de qualificação e de
cultura aos que não estão conseguindo acompanhar essas evoluções.



As grandes empresas de
tecnologias tem falado abertamente neste
GAP e
estão se unindo para auxiliar aqueles que ainda não conseguiram se inserir no
mercado digital. Não é somente uma questão social e sim humana. Aqueles que tem
mais possibilidades e acesso precisam ajudar quem não tem, sob pena da
comunidade sofrer as consequências de sua desídia.


Há que se vangloriar dos louros do passado,
em que a indústria mundial calçadista estava focada aqui. É fundamental!


Mas precisamos olhar a frente e vislumbrar
um futuro com esse legado e não somente ele. A diversificação e as possibilidades
aqui são de tirar o fôlego!


Pequenos feudos e grandes enigmas


Cada cidade de nossa região
tem orgulho de ser independente, aparentemente. Cada uma com seus projetos e
focos. São complementares um ao outro? Essa a questão!


O pensamento regional é fundamental a
sobrevivência de cada uma. A dependência não é somente viária, logística e
integrativa. É econômica, social e política!


É louvável cada comunidade
defender seu espaço, lutar por suas demandas e levantar bandeiras estratégicas.
Mas se não nos unirmos como região, a exemplo de outras no estado, estamos
fadados a nadar sozinhos.


O turismo pode ser uma
bandeira comum integrativa e desenvolvimentista a nos unir. A atratividade da
região depende do todo e do esforço das partes em soma e multiplicação. As
bancadas na Assembléia Legislativa e Congresso Nacional atuam em blocos, e,
somente desta forma, atingem demandas maiores.


A cada obra de infraestrutura
em nossa região, todos se beneficiam. A cada investimento governamental e
privado, o retorno de impostos se dá de forma espargida, dividindo o bolo
democraticamente.


Precisamos levantar alertas de que feudos
somente servem para desalinhos!


Há algumas iniciativas
interessantes de qualificação, de busca por demandas regionais, mas ainda muito
longe de serem defendidas por toda uma população, com força de referência
cultural. É simples: pensar no todo, abrindo mão de algumas migalhas, pode-se ter
o pote no fim do arco-íris!


Estamos no momento ideal!
Alinhamentos partidários entre a união, estados e municípios locais,
legislativo com representatividade, entidades fortes e com boas diretorias e
uma necessidade de diversificarmos nossa matriz econômica pujante.


Uma visão regionalizada de uma oportunidade
latente: o desenvolvimento do turismo como fonte de receitas e de integração!


Parece uma certa pretensão a
quem olha de fora, mas a quem está vivendo aqui há tempos, como eu, as
iniciativas públicas e privadas em nossa região, sonha com seu desenvolvimento
e prosperidade, com lembranças de uma época de muito sucesso que podemos
repetir e melhorar, de maneira diversificada, sustentável e perene.


Não sejamos apenas vozes de
desejos incontidos e sim desbravadores de momentos superlativos que virão, se
nos esforçarmos para isto, participando ativamente de movimentos que buscam a
melhoria da qualidade de vida daqui, refletindo que o Turismo é a maior
indústria mundial, há tempos, sem sombras de dúvidas. Ao trabalho! Precisamos
surfar essa onda!


César
Silva
é professor, escritor, consultor,
mentor – Head of Business
@cesarsilvasimplesmente, Professor/Tutor Externo IERGS/Uniasselvi, Conselheiro da Fenac S.A.

Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br . Disponível em www.cesarsilvasimplesmente.com.br e www.inspirandorumos.com.br.

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