Ninguém é tão forte quanto a natureza, e ainda insistimos?

O orgulho e a vaidade do ser humano são sem igual. Mensagens
e mais mensagens da natureza a cada segundo e ainda não entendemos. A dita
superioridade humana dá lugar a imaturidade humana.

Se analisarmos a história da humanidade, veremos que desde
os povos nômades, que se utilizavam do meio ambiente e se mudavam quando este
estava sem recursos, até as primeiras posses nas terras próximas aos rios, a
dependência do homem a natureza é direta.

As marés definem as moradias, os terremotos definem as
construções, os vendavais definem as proteções e as chuvas definem as encostas.
Os ventos definem a energia, hoje eólica, o sol define a energia, hoje solar, e
a energia do magnetismo do átomo define fontes alternativas de sobrevivência.

O petróleo retirado do subsolo seco e molhado define ainda a
fonte primária de energia do Globo. A luz que acendemos em casa, no Brasil,
ainda é fruto de uma planta energética baseada no modelo hídrico.

A alimentação humana depende da agricultura, que aprimorada
ou não, depende diretamente das condições da natureza, com algumas exceções. A
água para beber ainda não foi produzida de forma sintética e não há paralelo
igual a nos sustentar, sabendo que 70% da nossa constituição corporal tem nela
o ingrediente principal.

A carne como proteína animal ainda é fonte de alimentação,
seja ela bovina, suína, de peixe ou de frango, para grande parte da população
terrena. A nossa casa nos sustenta mais do que sustentamos ela!

A dita sustentabilidade ambiental já avançou a passos largos
mas ainda está muito longe de ser o ideal. Vários estudos mundiais estão sendo
realizados a fim de que dependamos menos da natureza e mais do laboratório.
Isso em tudo!

Mas há uma questão de fundamental importância que está
passando a deriva mesmo que resolvamos a alimentação, a moradia e a energia: o
funcionamento da natureza.

Somos adaptáveis como corpos físicos e como sociedade. Mais
ainda teimamos em desafiar a natureza, seu funcionamento e sabedoria silenciosa.
As pequenas ações que prejudicam o meio-ambiente não são páreo para a
propaganda enganosa do dia a dia.

A quem enganamos? Nós mesmos? A perfeição de nossos corpos e
do funcionamento da natureza, ainda muito pouco aprofundada, não expressa algo que
gerencie todo esse contexto?

Quando as grande catástrofes acontecem começamos a procurar
os culpados. Sempre há alguém para levar a culpa. Natural do ser humano! Mas
para prevenir, ninguém aparece?

O tratamento dos esgotos, só pra começar, deveria ser prioridade,
já que bebemos xixi remanufaturado aos montes. Não quero nem citar coisas
piores. A nossa “bestisse” aguda somente é comparável a um louco que queima o
dinheiro que o sustentará durante aquele mês.

Há de se ficar muito chateado com o descaso diário a
questões tão básicas e elementares. Fique sem luz e sem água que você vai
entender muito bem do que estou escrevendo. Sem internet então, Jesus!

Perdemos nossa conexão mais básica com a raiz de nossas
existências e nos desconectamos do principal: da vida. A vida de nosso planeta.
A nossa vida. Estamos empoderados com a possibilidade da eternidade, a cada
dia, que não lembramos que um simples sopro da Deus nos leva daqui para outra!

Essa atitude se transfere para todas as esferas e
encontramos um montante de caos e desorganização crescente e desesperador. Já
fomos melhores seres humanos, certamente.

Há que se criar leis para tudo e não há uma consciência
global que sustente as atitudes. É como se houvesse a necessidade permanente de
cerceamento da liberdade em troca de uma ação automática que nunca vem.

Ficamos tão dependentes das penalidades que abusamos ao
natural quando elas não existem. Sem generalizações! Mas quando vamos realmente
fazer a a nossa parte? Precisamos de uma lei que nos obrigue a isso também?

Onde há leis demais há consciências de menos!

Não me excluo desse desabafo, o que esse texto é, mas está
na hora de reclamar de quem realmente tem a responsabilidade: o ser humano. A
cada geração temos a oportunidade de ensinar o básico e ensinamos o acessório.
Esquecemos que este somente tem vida se o essencial estiver atendido.

Nosso salto está tão alto que nem um belo Luiz XV alcança!
Ensine a seus familiares a primeira lição de humildade: respeitar a natureza.
Lembro-me, quando criança, que meu amado pai me dizia na beira do mar:
respeite o mar, ele é amigo mas não é brincadeira.

Essas pequenas lições nos fazem mudar a forma como tratamos
a natureza. Nos permitem agradecer muito mais que reclamar. Dar gratidão as
benesses que recebemos.

Precisamos olhar para as questões básicas da vida antes dos
apêndices terem mais importância do que o principal: essa nossa inversão em muitos
assuntos! Ter autonomia e responsabilidade é ter força em encarar a si e o
necessário a vida!

César
Silva
é Mentor de Negócios, Consultor, Professor,
Palestrante e Escritor – CEO
@cesarsilvasimplesmente – Nosso propósito é inspirar estratégias com
criatividade, possibilitando a liderança com autonomia em rumos disruptivos,
viabilizando caminhos exponenciais sustentáveis com confiança e amor!


Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .

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