Lições do velho (e nem tão velho) mundo

Uma das melhores lembranças que se tem de nossas viagens,
além das memórias visuais, são as experiências culturais. Quando nós,
tupiniquins, visitamos o velho, ou mesmo o não tão velho mundo, ficamos chocados
com tanta diferença de cultura. Toda vez que vou é um choque. Quero compartir
com vocês alguns exemplos a serem seguidos.

No trânsito, em geral, todos respeitam muito as indicações
para dobrar à esquerda, seguir em frente e dobrar à direita, quando para nós
parecem somente desenhos de flechas de formatos variados. As faixas de
pedestres são respeitadas, mesmo sem sinaleira específicas para as mesmas. Ah,
e os pedestres as utlizam! Não é incrível? As ciclovias são respeitadas
também!

Ao chegar em qualquer ambiente, qualquer pessoa, de qualquer
faixa de idade ou social, cumprimenta os presentes, e se desfaz de óculos
escuros, chapéus e bonés. Vocês percebem isso por aqui?

As conversas são tão interessantes! Enquanto um fala, o
outro escuta, e assim sucessivamente, ou seja, o velho ditado de “quando um
burro fala, o outro murcha as orelhas e escuta”. Além disto, se faz uma pergunta
de cada vez, e jamais se interrompe uma conversa alheia, a não ser que seja
solicitado. Em lojas , ou bares, o cliente é a peça principal. Não se escuta
conversas paralelas a dele por parte dos vendedores.

À direita – Tanto no metrô, quanto em elevadores e escadas,
se utiliza sempre o lado direito. Na escada rolante, quem estiver atrasado ou
com pressa, passa pelo lado esquerdo, e o fluxo no metrô e elevador fica tão
mais lógico desta forma. Ah, eles se cumprimentam nestes lugares também !
Educação vem de casa …

Existe uma grande preocupação com o meio ambiente em geral,
deixando de lado produtos poluentes para utilizar mais os substitutos naturais
, separação de lixo, e com a preservação da água . Afinal, que mundo queremos
deixar…

Vou citar um exemplo: Estava eu e uma senhora em Nova
Iorque, caminhando na chuva, providos de guarda-chuvas, e sem que eu houvesse
percebido, ela escorrega e cai. Ao me voltar para ela, já havia umas quatro pessoas
a socorrendo. A isto se chama internacionalmente de senso de coletividade e
respeito pelo próximo.

Aí, você fica pensando … O quê adianta só eu fazer?
Adianta sim , se cada um fizer a sua parte, o mundo tende a se tornar um lugar
melhor para se viver.

Desculpe se não falei em nenhum país ou lugar específico,
mas até viajar, com educação, é muito melhor !!!!

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