A Tintas Killing completa 60 anos de história na próxima terça-feira – 25 de maio de 2022. Aliás, poderia mencionar somente o nome Killing.
É que a empresa fundada por Leopoldo Celestino Killing em Novo Hamburgo, em maio de 1962, cresceu e expandiu de tal forma que as tintas passaram a ser um dos tantos itens produzidos pela empresa.
A marca Kisafix, por exemplo, é tão ou mais conhecida que o nome Killing em diferentes mercados de atuação.
Nesta semana, a Tin… ou melhor, a Killing, realizou uma comemoração para celebrar os 60 anos de história. Foi um encontro de diferentes sotaques. Vieram prestigiar a celebração clientes dos mais diversos destinos e regiões. Estiveram presentes empresários e clientes de muitos segmentos produtivos, como calçadista, moveleiro, automotivo, construção civil, entre outros.
A Killing ganhou o mundo. Além da matriz, em Novo Hamburgo, tem filiais em Simões Filho (BA), Buenos Aires (Argentina) e Querétaro (México), e escritório em León (México).
Líder no fornecimento de adesivos para a indústria calçadista na América Latina e figurando entre as dez mais importantes fabricantes de tintas do Brasil, a empresa contabiliza um portfólio de aproximadamente 2,5 mil itens, uma produção mensal de três milhões de litros e uma equipe de quase 500 colaboradores.
Mesmo com todo esse avanço internacional e global, o olhar local da Killing segue muito forte. Isso fica claro em diferentes momentos.
Na festa dos 60 anos, muitos profissionais de Novo Hamburgo foram convidados para fazer parte da celebração. A começar pelo local da festa: uma casa de eventos do município, a Stage Alegria (antigo TAO). Passando por Gella Barbieri e Fábio Barbieri, responsáveis pela coordenação de todos os profissionais envolvidos na festa. O Mestre de Cerimônias foi o autor deste artigo – jornalista Martin Behrend. O show da noite, que arrancou muitas gargalhadas e divertiu os mais de 400 presentes, foi do Gaudêncio – personagem do hamburguense Cris Pereira. E por aí seguiu…
A Killing teria toda a condição financeira, estratégica e de mercado em trazer profissionais de reconhecimento e prestígio nacional. Mas o olhar local prevaleceu.
É esse olhar local e regional que fez a Killing adotar mais de 20 pilares da Trensurb, numa colorida transformação visual em Novo Hamburgo. Que fez a Killing contratar o hamburguense Bruno Schilling para realizar esse trabalho espetacular nos pilares da Trensurb. Que fez a Killing promover o Meio Frango Simplesmente Juntos, com atuação voluntária de seus colaboradores e renda para entidades beneficentes do município. Que fez a Killing ser parceira na intervenção urbana Arte no Muro, numa galeria a céu aberto de 200 metros na Avenida Victor Hugo Kunz e na Rua General Osório, igualmente em Novo Hamburgo.
É esse olhar local e regional que fez a Killing doar 432 litros de tinta para a revitalização do Muro da Mauá, em Porto Alegre. Que fez a Killing participar da recuperação do chafariz do Recanto Europeu no Parque Farroupilha, e do Monumento ao Laçador, ambos monumentos em Porto Alegre. Que fez a Killing se unir ao ex-jogador de futebol Tinga na ação solidária Cor e Alegria no Pé. Que fez a Killing doar produtos para a pintura do Estádio Montanha dos Vinhedos do Esportivo, em Bento Gonçalves. Que fez a Killing revitalizar os pavilhões do Parque de Eventos Almiro Grings, o Parque da Oktoberfest, em Igrejinha.
É esse olhar local e regional que fez a Killing, no passado, doar tintas para a revitalização da Fundação Scheffel, de Hamburgo Velho e do Monumento ao Imigrante, na Sociedade Aliança. Aliás, uma pertinente observação: na celebração de 60 anos, foi apresentado um vídeo com a troca de mensagens entre Leopoldo Celestino Killing e o gênio das artes plásticas Ernesto Frederico Scheffel. É de arrepiar! Emoção pura no texto compartilhado por estes dois colegas de pincel!
Eu ficaria aqui citando por mais um bom tempo o quanto o olhar local e regional da Killing vem fazendo a diferença. Fica em boa medida a amostragem acima, que dá uma dimensão do quanto a empresa se preocupa com quem está próximo.
Por falar em próximo, pelo menos uma vez por mês recebo uma mensagem de leitor do Portal Martin Behrend: “Tu tá sabendo que a Killing vai sair de Novo Hamburgo?” Ou chega por e-mail, ou vem por WhatsApp, ou por rede social. Acho que há mais de dez anos recebe sempre essa “denúncia”.
Talvez, a Killing tenha de sair um dia do bairro Industrial. O crescimento exige tomada de decisões. A criação de novos empregos não pode ficar refém de um endereço. Um dia, quem sabe, a Killing deixe Novo Hamburgo. Ninguém sabe o dia de amanhã.
Independente do endereço em que estiver, uma coisa eu tenho certeza: o olhar local e regional vai seguir fazendo a diferença.
E como me disse um emocionado neto de Leopoldo Celestino Killing durante o evento desta semana: “Está chegando a nossa hora de continuar com essa história…” Vida longa a Killing! Que venham mais 60 anos!
