O Portal Martin Behrend estreia hoje uma nova coluna: Do Vale Pelo Mundo.
Este espaço fará a conexão de moradores do Vale do Sinos, residindo em outros países, com suas raízes e memórias da região.
Será uma ponte para aproximar histórias e, até mesmo, uma atualização sobre os moradores que levaram hábitos regionais para outros continentes.
A coluna Do Vale Pelo Mundo deverá ter um convidado por semana. As sugestões de convidados podem ser enviadas para o e-mail [email protected]
Aproveitem esta viagem pelo olhar de quem saiu do Vale do Sinos para fazer história em diferentes destinos do planeta!
PRIMEIRA COLUNA
DE NOVO HAMBURGO PARA GRIESKIRCHEN
Convidado: Joao Victor Fidelis, 39 anos
De Novo Hamburgo. Reside em Grieskirchen, na Áustria
Filho de Joao Batista Fidelis e Elizabeth Terezinha Fidelis
Irmão: Joao Marcelo Fidelis
Esposa e filhos: Camila Zimmer Fidelis, Tobias Fidelis (12 anos) e Nina Fidelis (10 anos)

Estudos
Estudei no Sinodal da
Paz até a 6ª serie. Depois, estudei na 7ª e 8ª series na Escola Cenecista, do bairro
Primavera. No Ensino Médio, estudei na Fundação Liberato. Fiz o curso de
Eletrotécnica. Por causa do Liberato consegui trabalho na área técnica na Áustria, até hoje. Com uma
escolaridade técnica fica bem mais fácil no exterior.
Quando surgiu a oportunidade de morar no exterior
Primeiramente, fui passar uma
temporada na equipe de punhobol de Wels. Eles estavam precisando de um
batedor para a equipe e entraram em contato com o pessoal da Sociedade Ginástica. Com o empurrãozinho do Jorge Heck (na época,
meu técnico) e do Pedro Hexsel, recebi a oportunidade de atuar
pelo Wels.
Fiquei quatro meses jogando pelo Wels, em 2001. Depois, voltei para Novo Hamburgo. Fui concluir meu
estágio pelo Liberato para encerrar o curso técnico. Fiz o estágio na empresa
Master Equipamentos Industriais.
Em 2004, veio o convite da
equipe austríaca de Grieskirchen para jogar uma temporada. Fui com o maior prazer.
Naquele momento estava namorando a Camila, e ela me acompanhou.
Em 2004, ficamos seis meses em Grieskirchen, e depois voltamos para o Brasil.
Permanecemos seis meses em Novo Hamburgo, mas com a cabeça na Áustria.
Em abril de 2005, chegamos em
Grieskirchen novamente, onde permanecemos até hoje. Construímos uma família
com dois filhos, o Tobias e a Nina.
Em setembro de 2014, voltamos de
mala e cuia para o Brasil, pois queríamos tentar a vida perto
da família. Fomos morar em Florianópolis, com trabalho e praia. Com o
passar dos meses, não nos adaptamos 100%
e nossos pensamentos começaram a ir em direção à Europa. Com
isso, em setembro de 2015 pisamos em solo europeu, novamente em Grieskirchen, onde as crianças começaram na escola.
Voltamos para Grieskirchen pela comodidade da
cidade pequena (5.000 habitantes), segurança, emprego, punhobol,
qualidade de vida mais tranquila, menos turbulenta.

Eu trabalho com suporte técnico
pelo telefone para Áustria e Alemanha em uma empresa que fabrica
caldeiras residenciais e industrias para o aquecimento de casas e
empresas.
Saudades e lembranças
Sinto saudades, naturalmente, da família e amigos; da Sociedade Ginástica, onde o esporte faz parte da vida dos
associados; das churrascarias e pizzarias de Novo Hamburgo; da fartura de comida em
restaurantes de buffet livre. Aqui não se encontram esses formatos. Muitas saudades sentimos também do verão e praias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Hábitos e retorno
O hábito que levei do Rio Grande do Sul é o churrasco em família. Todos adoram. Até costelão tá rolando nos últimos tempos. Não pensamos em voltar
definitivamente para o Brasil. Já tentamos uma vez. Voltar apenas para visitar a
família e amigos. Muitos familiares e amigos vêm nos visitar na Áustria.
Destaque/Curiosidade de Griekirchen
O atrativo da nossa cidade é a cervejaria de Grieskirchen, tradição desde 1708.

























