O século XXI
trouxe em sua essência de mudanças tecnológicas e comerciais um desafio
instigante: a Inovação.
Inovação não
é um conceito deste século, ao contrário acompanha a humanidade desde que a
capacidade de questionar-se onde está, ou as coisas à sua volta estão no
estágio máximo de maturidade. Isto fez humanos transporem a natureza, o clima e
criar instrumentos para alcançar seus objetivos.
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No entanto a
quarta revolução que vivemos é intensa, assustadora e repleta de desafios que
tornam a inovação uma necessidade em todas as esferas de nossa existência. Esta
necessidade é também o grande desafio para a compreensão entre invenção e
inovação.
A invenção
sempre traz ao mundo algo novo, jamais visto ou que venha proporcionar coisas
novas, enquanto a inovação proporciona a melhoria em produtos, processos ou
mesmo na compreensão de fenômenos.
Atualmente
polariza-se discussões, busca-se de imediato quem está certo e quem está errado
e se valoriza minimamente o que gera a inovação: as perguntas sem respostas.
No
empreendedorismo a busca por lições e receitas prontas ou resultados de
empresas com pessoal, técnicas e histórias diferentes tem dificultado a geração
de produtos e negócios inovadores. Talvez o que mais incentivava antepassados
ao iniciar um empreendimento eram as perguntas sem respostas ao invés de
resultados copiados de negócios de sucesso.
O ambiente
pós-pandêmico que teremos em 2021 será um terreno de muita insegurança para
negócios tradicionais e, ao mesmo tempo, o momento para transformar esta insegurança em
perguntas com mais de uma resposta.
Estes questionamentos são a maneira de
preparar, transformar, gerar a melhoria para a sobrevivência da empresa. Para
negócios que já nasceram num ambiente dinâmico, tecnológico e com possibilidades
de crescimento exponencial o desafio não será menor, pois um intervalo de cinco anos – que antes era considerado tempo ideal de execução de planejamentos
estratégicos – já se transformou em períodos de surgimento e morte de negócios.
Ainda no fim
do século XX Robert Lauterborn aperfeiçoou os 4Ps do Marketing, difundido por
McCarthy e Kotler, para os 4Cs.
O CONSUMIDOR
no lugar de PRODUTO, o CUSTO no lugar de PREÇO, a CONVENIÊNCIA no lugar de
PRAÇA e COMUNICAÇÃO no lugar de PROMOÇÃO. Este conceito embora desenvolvido há
quase 30 anos ainda é pouco praticado por muitos dos empreendedores no
planejamento de seus negócios.
A pandemia
nos trouxe muitas dificuldades e tristezas, mas agora é o momento de analisar o
quanto você sabe sobre seu consumidor ou tenta saber sobre seu comportamento.
Estabeleça o foco nele, que vai te traduzir quando seu negócio permite a
conveniência para que ele use seu serviço ou consuma seu produto.
Otimizar seus
custos, pode permitir além de um preço adequado, também a competitividade para
este momento e, principalmente, abolir o pensamento “Sempre foi assim e
funcionou” ou em “Time que está ganhando não se mexe”.
Se você
desenvolver suas ideias baseadas no Consumidor, Custo e Conveniência você
cometerá muitos poucos erros e conseguirá comunicar ao mercado o que realmente
é seu diferencial sendo muito mais assertivo ao comunicar marcas, serviços e
produtos.
Existe uma demanda reprimida em todos os setores para utilizar
produtos e serviços, mas também cresceu a exigência e criticidade de todos os
consumidores. Então reflita, planeje e logo execute os seus 4Cs bem alinhados
para vir com tudo nos próximos meses.
Empreendedorismo é ousar, mas também
pensar e adaptar-se.
A inovação
não virá em cada negócio como uma revelação, ou ideia mirabolante. É um
processo muito mais provocado que provocador. Incentive a si mesmo primeiro
para melhorar o que existe e se abra para sua equipe usando os 4Cs como início
da reflexão para inovação.
