Guilherme está em Bonn, na Alemanha

DE NOVO HAMBURGO PARA BONN

Convidado: Guilherme Luiz Becker, 41 anos


De Novo Hamburgo. Reside em Bonn, na Alemanha


Filho de José Luiz Becker e
Janete Elena Becker

Estudos:

Escola Municipal
Samuel Dietschi

Colégio Santa
Catarina

Escola de Aplicação
Feevale

Universidade Feevale

Georg-August-Universität Göttingen (Universidade
de Göttingen, Alemanha)

Rijksuniversiteit Groningen (Universidade de Groningen,
Holanda)

Quando foi morar no
exterior?

A primeira vez foi
em 2005, quando fui para Londres. Em 2015, fiz estágio na Alemanha, onde passei
meio ano.

Moro na Alemanha desde 2018, quando vim para fazer mestrado.


Como surgiu a
oportunidade?

Desta vez, a
oportunidade surgiu por causa dos estudos. Depois, veio o trabalho, e acabei
ficando.


Qual o primeiro
destino?

Para o exterior,
foi Londres. Para a Alemanha, em 2015, foi Bonn, onde moro atualmente.

Estudei
em Göttingen, na Alemanha, e também em Groningen, na Holanda. Fiz estágio em
Erfurt, no leste da Alemanha, e morei também em Dülmen, perto de Münster,
também na Alemanha.

Na foto abaixo é no bairro onde moro em Bonn. Chama-se Muffendorf.

Qual sua atividade
atual?

Jornalista. Sou
repórter e redator na Deutsche Welle.


Com quem vive?

Sozinho.

Qual local sente
saudades de frequentar na cidade/região?

O Beira-Rio. Não é
fácil sofrer à distância. E também não é fácil torcer e celebrar em silêncio
nos jogos de madrugada. Amenizo a saudade do Inter indo aos jogos do Borussia
Dortmund.

Fora isso, sinto
falta de caminhar por Hamburgo Velho, de subir o morro Ferrabraz, de ir à Serra
e à praia.

No meio disso tudo,
as outras coisas que sinto falta são consequências da ausência desses lugares,
como família, amigos e comida.

Na foto abaixo estão as ruas das cerejeiras, no centro histórico de Bonn.

Qual
restaurante/comida/espaço gastronômico da região que sente falta?

Churrasco, xis e
pastel. Chimarrão também.


Tem algum
hábito/costume/rotina que levou da região para o exterior?

Tinha o chimarrão,
mas acabou ficando pra trás porque numa das mudanças eu esqueci a cuia e a
bomba.



Pensa em voltar
para morar na região?

Não.

Qual atrativo ou destaque da cidade/região onde mora?

O rio Reno e as cadeias montanhosas que o cercam. O trajeto
a partir de Bonn em direção ao sul da Alemanha é muito bonito. De bicicleta,
trem ou carro, o caminho é sempre costeando o Reno, que corre entre montanhas.
Passa-se, por exemplo, por cidades próximas ao Hunsrück, região de onde saíram
diversos imigrantes que foram para o sul do Brasil.

Se eu tivesse que destacar duas cidades interessantes próximas a Bonn seriam
Colônia e Koblenz. Em Colônia, tem a catedral, o centro histórico e mais uma
série de bairros bem legais para passear e visitar.

Koblenz tem o “Deutsches Eck”, que poderia ser traduzido como “canto alemão” ou
“esquina alemã”, porque é nesta cidade que os rios Reno e Mosel se encontram. É
muito bonita esta parte. Fica dentro de um parque e, do outro lado, no alto de
uma montanha, tem uma fortaleza histórica onde se chega de bondinho.

Düsseldorf, que é a capital do estado de Nordrhein-Westfalen, também não fica
longe daqui e é uma cidade igualmente interessante, principalmente o centro
histórico e a parte próxima ao Reno, onde as pessoas sentam para apreciar a
vista, comer e beber, principalmente na primavera e no verão.

Especificamente
em Bonn, há vários atrativos. Não é uma cidade grande (tem 330 mil habitantes),
mas tem bastante coisa para fazer, a exemplo de museus e shows. Um museu que eu
destacaria é o Haus der Geschichte (Casa da História), que conta a história da
Alemanha a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, portanto a partir de 1945.

Abaixo um registro do rio Reno, em Bonn.

O visitante vai subindo os andares e acompanhando fatos e elementos históricos
de cada década por meio das eleições nacionais que ocorreram a partir de 1949,
ano de fundação das duas “Alemanhas”: a Ocidental, liberal e
capitalista, oficialmente chamada de Bundesrepublik Deutschland (BRD), e a
Oriental, ou Deutsche Demokratische Republik (DDR), unipartidária, ditatorial,
ligada à então União Soviética. Foi justamente nessa época, até os anos 90, que
Bonn era a capital da Alemanha Ocidental, já que Berlim havia sido parcialmente
ocupada pelos soviéticos e vivia em constante tensão, separando as duas
Alemanhas pelo Muro de Berlim, que caiu em 1989. Boa parte dos órgãos,
organizações e instituições foram para Berlim a partir do fim dos anos 90.
Outros, no entanto, permaneceram em Bonn, a exemplo de algumas embaixadas e da
sede da ONU na Alemanha. Seis ministérios também ficaram na cidade: Defesa;
Agricultura e Alimentação; Cooperação e Desenvolvimento Econômico; Meio
Ambiente; Saúde; e Educação e Pesquisa.

A Altstadt (centro histórico), na região central, é cheia de
bares e cafés, e conta também com as chamadas “ruas das cerejeiras”,
porque na primavera essas vias viram extensos túneis de flores. Muito bonito.
Dura apenas duas a três semanas, mas vale a pena ver.

O Rheinaue é um parque
enorme que fica na beira do Reno. Muito bonito para caminhar e andar de
bicicleta ou sentar e tomar uma cerveja. É neste parque, aliás, que fica o
Kunst!Rasen, que em alemão significa “gramado da arte” e tem
capacidade para cerca de 10 mil pessoas. É um espaço para shows de bandas e
grupos de diversos estilos musicais. Ano passado, vi Deep Purple. Este ano,
Placebo. Funciona somente no verão, de junho a agosto.

Falando em música, Ludwig van Beethoven, um dos maiores compositores de todos os tempos, nasceu em Bonn em 17 de dezembro de 1770. A casa onde ele nasceu, no centro da cidade, recebe turistas para visitas guiadas. Todos os anos, ocorre a Beethovenfest, com uma série de atrações e apresentações musicais a céu aberto e também em locais fechados.

No registro abaixo estou tomando uma cerveja alemã junto ao Reno.


Qual
ensinamento/lição/prática que tem na sua atual cidade e que gostaria de ver
sendo aplicada na cidade onde viveu no Brasil?

As ciclovias e o
respeito ao ciclista por parte dos motoristas, que aqui são bem mais educados.
Os ciclistas têm total preferência.

O transporte público também funciona bem.
Dentro da cidade, é difícil ter atraso em trens, ônibus, metrô e bonde. Os
trens regionais e nacionais também funcionam bem, mas podem ter atrasos e
cancelamentos. Nem sempre é tudo perfeito, como muitos imaginam.

Os parques
arborizados e as áreas de lazer também podem ser destacados. Há diversas
atividades ao ar livre, como shows de música, que eu costumo frequentar.

Os registros abaixo são da Catedral de Colônia.

Na foto abaixo, assistindo a um jogo do Borussia Dortmund no Signal Iduna Park (Westfalenstadion).

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