Não há como negar que os Jogos Olímpicos, que se encerraram no dia 8 de agosto, foram únicos como qualquer outra edição.
Porém, pelo que
acompanhei – bem menos que outros Jogos pela questão do horário – muitas situações
motivaram a torcida do público.
A começar pela estreia de algumas modalidades, como surfe e skate, que têm público cativo no Brasil e que as esperanças de medalhas – que se
confirmaram em parte – eram muito altas. Também pela busca de
afirmação do futebol masculino e feminino, da canoagem e do vôlei.
Nos locais que frequentei no período em que os Jogos estavam sendo realizados, percebi um público brasileiro interessado,
torcendo por nossos desportistas, algo que não era tão comum em outras edições,
pelo menos não na minha percepção.
O mais legal de tudo isso é o clima que a Olimpíada
deixa nas pessoas. Com quem conversava ou em bate-papos com amigos, sempre surgia
algum drops sobre os Jogos. Talvez, o período em que estamos vivendo, com clima pesado pela maldita doença, faz com que momentos de distrações sejam muito
valorizados.
O mais importante que fica é a satisfação em ver o
empenho dos atletas na busca por medalhas e a torcida de todos pela bandeira do
Brasil no alto do pódio.
ESPORTE PRECISA SER VALORIZADO
Puxando outro assunto, o que fica de desafio para
nosso país até Paris 2024 é aumentar o investimento no esporte.
Vimos muitos
casos de atletas relatando suas dificuldades para praticar a modalidade e a falta
de apoio. Não adianta cobrarmos resultados similares a potencias olímpicas se
as condições e, principalmente, os investimentos em esporte são pífios.
No
momento em que educação, saúde e esporte forem prioridades, as coisas serão
diferentes, mas, até lá, será na base do talento.
