Quando Guga Kuerten surgiu para os olhos do mundo com seu desempenho e seus
títulos, eu ainda era um garoto e pouco acompanhava tênis.
Depois de seu
sucesso, eu e grande parte dos brasileiros passamos a valorizar o esporte, que já
tinha outros ídolos, mas passavam sem brilho pelas manchetes, com
exceção de Maria Esther Bueno.
Desde Guga e seu sucesso, vários outros jogadores e jogadoras deste
esporte mostraram qualidade, mas sem uma expressiva carreira.
Pois, agora, o
brilho de todos se volta para o jovem João Fonseca. 18 anos e, desde o dia 16 de
fevereiro, com um título profissional na carreira. Seu desempenho já chamava a
atenção desde que jogava como juvenil, inclusive conquistando um torneio do Grand Slam.
Depois, veio a decisão pela carreira profissional, novas atuações
excelentes, vitórias significativas e as atenções ainda mais para seu nome.
Os
melhores jogadores do mundo, como Novak Djokovic, Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Andy Murray já se
pronunciaram sobre o talento de João e como o seu desempenho impressiona dentro
de quadra.
Sua ascensão no ranking no período de um ano, passado de 655º do mundo para 68º,
se tornando o número um do país com 18 anos, mostra que realmente Fonseca é
diferenciado.
Ver ele jogar, ver os
winners e aces que dispara em quadra, nos deixa muito esperançosos e torcendo
para que ele seja um novo ídolo do esporte e que possa, assim como Guga
fez, levar o nome do Brasil no tênis profissional para todo o mundo.
Tudo isso que escrevi acima me faz refazer a pergunta do título desse
artigo: estou errado em me iludir com João Fonseca?
Me arrisco a responder: espero que não e, por ver desempenhos de outros
tenistas do Brasil e de outros países, afirmo que estamos diante de um
excelente e promissor tenista, quem sabe um novo ídolo do esporte nacional e um
dos grandes nomes do tênis mundial.
João Fonseca não vai me decepcionar.
Estamos contigo, garoto!
