Parece letra de música, mas é só para falar de um destino, que é um Tchan!
Redescoberto pelos brasileiros, o Egito fascina com sua rica história, monumentos grandiosos e o generoso rio Nilo.
A cidade do Cairo, porta
de entrada do país, conta com um dos mais incríveis museus do mundo, o
Museu do Cairo, repleto de múmias, sarcófagos, esculturas além de outras
preciosidades. Pena que sua organização não seja tão incrível assim.
Caótica, barulhenta e dinâmica, a cidade possui um trânsito infernal,
mas sobra charme. Próximo ao centro está o platô de Gizé, com as grandes
pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, e a imbatível esfinge.
Descendo
o rio Nilo estão cidades como Edfu, com seu magnífico templo de Hórus, o
mais bem preservado do Egito Antigo; Kom Ombo, e seus edifícios gêmeos,
e a espetacular Luxor,
com complexos incríveis como Karnak, e o imperdível Vale dos Reis, onde
estão as tumbas de faraós como Ramsés II e Tutancâmon.
Mais ao sul,
está Aswan,
perto da barragem do lago da Núbia, mais conhecido por Nasser, local
ideal para explorar as ruínas de Abu Simbel, quase na fronteira com o
Sudão, e a Ilha Philae, com o templo de Isis, onde foram inscritos os
últimos hieróglifos. Uma vez na região, visite os sukhs, os antigos
mercados de caravanas, e não deixe de fazer um passeio de feluca, a
embarcação de velas triangulares que dançam nas águas do Nilo.
A
oeste do país encontra-se o oásis de Siwa, onde Alexandre, da
Macedônia, foi reconhecido faraó. Ele fundaria, depois, a cidade de
Alexandria, onde maravilhas da antiguidade como o farol e a biblioteca
legaram fama, muito embora não haja quase nenhum vestígio material.
Para
quem acha que o Egito resume-se a deserto, areia, múmias e faraós, deve
conhecer a região do Mar Vermelho, um dos melhores pontos de mergulho
do planeta. Suas belíssimas águas azuladas e biodiversidade estão em
processo de deterioração tanto pela exploração turística quanto pela
poluição, mas uma visita a resorts como Sharm-el-Sheik e Hugharda são um
excelente contraponto ao clima árido do resto do país.
A
culinária local é saborosa e barata, oscilando entre pratos bem
conhecidos como kafta, esfiha, saladas e falafel.
Viajar pelo Egito de
forma independente não é muito recomendável, pelos costumes e pouca
organização e precária infra-estrutura. Uma das marcas registradas do
país são vendedores muito persistentes que tentam lhe vender de fotos
com camelos a pequenas esculturas de deuses, ou pedintes por todos os
lados. “La, shukran”, que significa “não, obrigado”, é uma expressão que
os turistas estrangeiros devem aprender para se desvencilhar nestes
casos.
O
país é um destino razoavelmente seguro, mas as tensões
político-religiosas existem em todas as regiões. Para compreender um
pouco mais sobre o islamismo, visite mesquitas, como Al-Azhar, e
descubra belezas que quase nos fazem cegar.
Terra
dos mistérios, superstições e da arqueologia, o Egito é fascinante. Com
um pouco de paciência, descobrirá um país maravilhoso.

























