Escola municipal no bairro Canudos sofre invasão e arrombamentos por três vezes em 15 dias

É uma das escolas mais simpáticas e agradáveis da rede
municipal de ensino. Pneus velhos foram reaproveitados e transformados em
canteiros de flores e num protótipo de Fórmula 1 no pátio das criançada. Não se vê sujeira no pátio.
Os canteiros estão floridos e espalhados por diversos locais. A Escola
Municipal de Ensino Fundamental Presidente Castelo Branco, na Vila Kunz, no
bairro Canudos, é um capricho. O educandário com cerca de 220 alunos é um
exemplo para a rede de ensino do município.

Só que a bandidagem e a criminalidade não se sensibilizam.
Pelo contrário: parecem ter mais prazer em destruir, revirar, sujar e machucar o
que é feito com tanto carinho. O mês de outubro está sendo dramático para a
escola localizada na rua Irmã Amália. Já foram três episódios de invasão e
arrombamentos em apenas 15 dias. “É frustrante chegar no trabalho e encontrar
teu local de trabalho revirado. A comunidade escolar está indignada com tudo
isso”, relata a diretora Márcia Regina Kieling Stumpf.

As escolas da rede municipal de ensino contam com alarme
instalado por empresa vencedora de licitação, a TeleAlarme Brasil, com sede em
Pelotas. Contudo, há queixas da prestação de serviços. “Entraram pelo forro,
onde não tem sensores. Depois, desmontaram o alarme, inclusive o envio de
sinais pelo rádio. Numa dessas invasões, levaram dinheiro, computadores e
outros materiais”, lamenta Márcia. “Agora, fomos informados que foi ampliada a
distribuição de sensores”, revela, na expectativa de dias mais tranquilos e
menos violentos. “Fora que temos casos de roubos das lâmpadas do lado externo. Temos de botar as melhores nas salas e deixar umas usadas do lado de fora, pois sabemos que têm o risco de serem levadas”, comenta desanimada.

No começo do mês, um guarda municipal chegou a passar duas
noites circulando pela escola, mas a cerca na parte dos fundos que foi cortada
pelos invasores segue arrebentada. A diretora registrou Boletim de Ocorrência. Márcia
diz que a comunidade escolar está se mobilizando para tentar recuperar parte do
que foi perdido. Está sendo organizada uma rifa para poder se investir em
alguns equipamentos. “O fato é que os bandidos estão se especializando, e quem
é contratado pra proteger o patrimônio não acompanha isso”, completa a
diretora.


PREFEITURA DE NOVO HAMBURGO

A secretária municipal de Educação, Maristela Guasselli,
lamenta que a violência urbana não poupe nem as escolas. “Estamos todos
vulneráveis. É uma situação que atinge a todos”, destacou. Ela confirmou que
nas ações mais recentes os criminosos entraram pelo forro, onde não tem sensor
de alarme. “Temos um contrato em vigor com uma empresa. Quando o alarme dispara,
ela precisa entrar em ação. Infelizmente, nem sempre é possível”, comentou.

Maristela confirmou que está sendo feito um Termo de
Referência para qualificar a prestação de serviço e confirmou uma nova
licitação para 2018, melhorando os termos do contrato para evoluir no
atendimento. “Temos um contrato em vigor e não podemos simplesmente rompê-lo.
Mesmo assim, temos cobrado uma maior eficácia no atendimento às demandas”,
confirma. A secretária confirma que uma questão que está no contrato com Prefeitura
pode beneficiar a escola: comprovado que a empresa falhou na prestação de
serviço, ela deverá repor o que foi roubado.

CONFIRA A SEGUIR IMAGENS DOS ESTRAGOS NA ESCOLA EM RAZÃO DOS ARROMBAMENTOS

Sair da versão mobile