Escândalo: somos todos privilegiados!

Assistia, no dia 7 de dezembro de 2024, o 12º Concerto de Natal
do Movimento Coral Feevale em seu belíssimo teatro em Novo Hamburgo.
Eu estava com minha esposa, sogra e mãe. Minha irmã estava no palco.

A primeira canção foi interpretada por uma cantora maravilhosa, em
conjunto com a Orquestra Musivoti e o grupo instrumental Feevale. Foi
inspirador. Fechei os olhos e senti a energia da música no ar. Os sentimentos de
alegria e gratidão se expandiram.

Surgiu em minha mente a palavra que deu origem a este artigo: privilégio. Confesso que não compreendi naquele momento a extensão deste insight: a inspiração.

O espetáculo seguia. Minha mente estava, ao mesmo tempo, inquieta e em paz.
Uma sensação interessante. Inquieta, pois não parava de tentar
relacionar a palavra ao contexto e em paz em função do ambiente.

Quando abri os olhos percebi o primeiro privilégio: eu podia
enxergar claramente cada detalhe do espetáculo. As cores, as pessoas se
deliciando com a música, as companhias amorosas ao meu lado e a beleza
do local.

Como sou músico desde os 13 anos, a sensibilidade está sempre “à flor da pele”.
O segundo privilégio
: sentir cada nuance etérea, como uma dança de
emoções positivas no ar. Imaginei as pessoas que só podiam contar com
esta sensibilidade.

“Me emocionei com a ampla bondade da fonte da vida que não permite que ninguém fique desprovido por completo.”

Senti meu coração bater, minha respiração oxigenando o corpo, minhas pernas, meus braços, todo os órgãos. Percebi o
terceiro privilégio: estar vivo. Cada dia que nasce é uma nova
possibilidade de aprender e contribuir. Estou aqui depois de 2 cânceres e
algumas outras questões. A vida é uma bênção!

Foi então que o quarto privilégio surgiu: o tempo. Esta contagem
infinita de segundos e finita a cada passagem. Naquela noite evitei usar
o celular, tirar fotos, gravar vídeos. Procurei aproveitar cada segundo
em companhia de meus amores: o
presente com qualidade.

E o quinto privilégio se mostrou: a capacidade de amar. Esta
habilidade inerente ao ser humano e a várias formas de vida ilumina
nossas existências em plenitude.

Uma lágrima escorreu em meu rosto. Aquele sentimento era tão forte que não cabia dentro de mim. Precisava
expandir.

Instintivamente surgiu uma pergunta: o que me falta?

“Tenho tantos privilégios desde o momento de meu nascimento que nem sei
contar a sua grandiosidade: somos seres privilegiados a cada
respiração”.


É um escândalo não perceber esta situação perene em nossa vida.

Vivemos na abundância do Universo e não na escassez das reclamações.
Basta perceber, se dar conta. Em resumo: aceitar com gratidão.


Aceitar que a vida é um privilégio!

#autogestão #equilíbrio #privilégio #amor #viver

Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br

Confira abaixo o artigo em vídeo:

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