Entrevista com o colunista para atualizar seu perfil

Como o entrevistado estava um bom tempo fora de circulação
cabe apenas relembrar alguns detalhes da sua vida, até porque sempre foi um
cronista de opiniões bem marcantes. Até simpático e afável – até onde isso era
possível.



– Nome? Precisa?

– Idade? O suficiente.

– Lembrança da infância? Correr com pés descalços debaixo
das laranjeiras do pomar.

– Ídolo na adolescência? Tarzan.

– Melhores férias? Camboriú (SC), ninguém ainda conhecia.

– Um bom domingo? Com a família, sossegado em casa, talvez
participando de um churrasquinho.

– Prato preferido? Feijoada
feita por mim – “clean” – sem pé, orelha ou rabo.

– Consumismo? Tudo que representa conforto.

– Palavra bonita da língua portuguesa? Saudade.

– Palavra forte da língua portuguesa? Honestidade,
representa algo que parece estar em extlinção.

– Livro? Incidente em Antares, do Erico Veríssimo. Me deixou
marcado.

– Filme? Fácil, Casablanca. Já vi mais de dez vezes.

– Música? Do filme, “As Time Goes By”.

– Clássicos? Tchaikovsky.

– Carinho? Mão de criança no rosto.

– Detesta? Vendedor agressivo, vendedor safado, vendedor
burro.

– Segurança? Precisamos deles.

– Bom demais? Conversa a dois, com vinho e fogo de lareira.

– Não faz o gênero? Evento social badalativo.

– Na falta de companhia escolhida? Estar só também é muito
bom.

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