Enfrentando o traje de banho

É notável o
aumento da prática e do consumo de todos os meios de emagrecimento durante a
temporada de praia. E tudo porque o traje de banho vai deixar alguma coisa mais
saliente na silhueta feminina como um estigma a machucar a sua beleza e a sua
vaidade.

Aí é um tal
de caminhar, correr, busca de soluções milagrosas de última hora, dietas
diversas, enfim, qualquer coisa que elimine algum quilo ingrato adquirido pela
frequência às comilanças sociais durante o ano. Numa última informação que li se dava conta de que nos Estados Unidos já passava de 300 o registro de dietas oficialmente patenteadas.

Então, quando
chega a hora da verdade, quando a canga não esconde mais os braços e as pernas
ou quando aquele casaco do agasalho amarrado charmosamente na cintura só faz
deixar a bunda ainda maior é a hora de tocar o horror.

Procuram-se
então as soluções artificiais como as do fumante com bronquite crônica que toma
qualquer remédio para a sua bronquite mas só não para de fumar. Conduta similar
ocorre com as pessoas gordas: fazem qualquer coisa para emagrecer, menos parar
de comer erradamente.

Mas sem
estresse, pessoal. Esta história de emagrecimento, da linha elegante, da pele e
osso é mais coisa para as cabecinhas juvenis que habitam o novo filão da mídia
social: as garotas da coluna social, as sonhadoras candidatas a manequins, as
novas mini-socialites que pensam estar agradando a rapaziada que na verdade não
tem a menor intenção de dormir abraçada na fria, insossa e seca capa de uma revista.

Cuidar da
saúde agregada a beleza é uma coisa, mas endoidar numa ideia fixa é outra bem
diferente, é risco que não vale a pena. Pois então deixe-se de lado uma magreza
depressiva e curta-se a gostosura de uma fofa e simpática gordurinha.

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