É bronze! Uma mensagem para a vida de duas tenistas brasileiras

O esporte não cansa de surpreender. O esporte não cansa de dar lições para a vida.

Na madrugada deste sábado (31) no horário de Brasília, o tênis brasileiro conquistou sua primeira medalha em toda a história dos Jogos Olímpicos.

Num país que teve tenistas do quilate de Maria Esther Bueno, Thomaz Koch, Edson Mandarino, Carlos Alberto Kirmayr, Cássio Motta, Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni, entre tantos outros, foi uma zebra feminina que fez história.

As paulistas Laura Pigossi, 26 anos, e Luisa Stefani, 23 anos, conquistaram a medalha de bronze nas duplas femininas dos Jogos de Tóquio.

Elas venceram as russas Elena Vesnina e Veronika Kudermetova por 2 sets a 1(4/6, 6/4, 11/9) com uma virada histórica no Ariake Tennis Park, com mais de duas horas de duelo.

Luisa e Laura foram as últimas tenistas classificadas para Tóquio. Só conseguiram a vaga por causa da desistência de outras duplas. Elas estavam treinando para outros torneios quando foram chamadas, faltando praticamente uma semana pra começar os Jogos Olímpicos.

Ao final da disputa pelo bronze, Luisa Stefani concedeu entrevista. “Ainda não caiu a ficha do quanto isso é importante. Entramos na competição de última hora, aos 45 do segundo tempo, e fizemos valer a pena. Aproveitamos cada momento, cada partida, para representar o tênis brasileiro da melhor maneira e estamos muito felizes de trazer a medalha para casa”, destacou.

Fizemos valer a pena…

Quando ouvi a Luisa falando isso, pensei o quanto isso é válido em nossas vidas. Seja qual for nossa atividade. Seja qual for a nossa condição financeira. Seja qual for o obstáculo a ser superado. Seja o que os outros vão pensar ou falar.

Faça valer a pena.

A vida é passageira. Temos a oportunidade de fazer valer a pena.

Laura e Luisa, que lição do esporte! Que lição de vida! Vocês superaram campeãs de Grand Slams. Vocês superaram tenistas com Top 10 do mundo no currículo. Vocês tiveram oito match points contra ao longo do torneio – ou seja, por oito vezes elas estiveram a segundos de cair fora da disputa da medalha.

“Nós nunca deixamos de acreditar que podíamos. Desde que recebemos a confirmação da classificação, sabíamos que poderíamos jogar de igual para igual contra todas que estão aqui. A derrota na semifinal foi muito dura, mas tivemos forças para reorganizar, juntar energias e defender as cores do Brasil da melhor maneira”, afirmou Laura Pigossi. “Você pode até não ser favorito, mas acreditar até o fim vale a pena”, finalizou Pigossi.

Vocês fizeram valer a pena. As paulistas de bronze valem ouro!

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