Como nunca fui oportunista aqui neste espaço, me sinto à vontade para
digitar algumas linhas a respeito do desempenho do Time Brasil nos Jogos
Olímpicos de Paris.
Você leu aqui que eu estava confiante que pudéssemos
celebrar uma posição inédita no quadro de medalhas. Mas não foi tão contagiante
assim nossa participação, apesar de não achar que isso foi um fiasco ou um show
de horrores.
Não quero pessoalizar nenhum atleta, até por que não
sei o quanto cada um sofreu e precisou derrubar obstáculos para chegar até
Paris, mas eu tinha expectativas que não se confirmaram – e isso faz parte, é do
esporte.
Foi uma medalha a menos que em Tóquio e duas a mais que no Rio. Isso,
para mim, representa uma espécie de estagnação de desempenho, o que nos leva a
crer que é preciso melhorar.
E sabe por que entendo que é possível melhorar? Por que os brasileiros
são muito talentosos, competitivos e resilientes.
O que nos falta é investimento. É necessário pensar desde cedo nos
nossos futuros atletas e aumentar significativamente o apoio para aqueles que
já estão na ativa.
Já escrevi várias vezes sobre isso e me torno
repetitivo, afinal, é a única forma que vejo de obtermos resultados
consideráveis. Não quero que sejamos uma potência olímpica – se for, melhor! -, mas
quero que tenhamos atletas preparados em todas as modalidades.
E somente com
investimento que se molda o talento. Esse investimento precisa ser de todos,
do público e do privado, assim como o apoio precisa ser irrestrito, de toda a
sociedade, e não somente de quem gosta de acompanhar ou dos familiares.
O caminho é longo, mas se essa consciência se multiplicar, certamente
já em 2028 teremos resultados melhores.
De minha parte, jamais faltará apoio e disposição para acompanhar
várias modalidades e seguir nesse empenho e esperança de valorização do
esporte.
