Dezembro tem mais…

Então, seguimos adiante, seguimos acumulando
confraternizações, festinhas grandes, festinhas pequenas, com pessoas interessantes,
com pessoas chatas, com pessoas que a gente gosta, com outras que a gente não
gosta tanto assim, mas afinal é fim de ano e a gente tem que gostar porque logo
ali adiante a vida segue como ela é.

As datas para os diversos eventos são muito disputadas no
calendário e devemos nos desdobrar um bocado para acomodar todos compromissos. Assim
festeja-se nas empresas, nos grupos de esporte, clubes de serviço e também sem
esquecer a confraternização anual do pessoal do edifício. Aliás,
confraternização mais do que justa e necessária pois se passamos o ano inteiro
convivendo num pequeno espaço geográfico com interesses e problemas comuns o
abraço de fim de ano é, além de indispensável, a natural consequência do nosso
gregarismo, da nossa vocação tribal.

Finalmente chegamos ao pico social do mês: a maravilhosa
Noite de Natal da família. Uma íntima solenidade religiosa de cunho doméstico,
seguido da agora tão prática, eficiente e acima de tudo econômica troca de
presentes via Amigo Secreto. Tudo culmina com a liberação do restaurante
doméstico, entronado pelo faustoso peru de Natal. Atenção especial para a
geladeira abastecida e o guarda roupa devidamente checado, com as mulheres
tendo o especial cuidado para não vestir a mesma roupa do ano passado.

Assim, pressão máxima na última semana do mês eis que
chegamos a explosão final que ocorre na última meia-noite do ano. Aí a gente
para um segundinho para pensar e se dá conta de como aconteceram coisas nestes
últimos dias, neste último mês, neste tão esperado e maravilhoso mês de
DEZEMBRO.

Sair da versão mobile