Deixei de seguir bons conhecidos, amigos e até familiares

Tenho perfis em três redes sociais: Twitter, Facebook e, mais recentemente, Instagram. São três das principais redes sociais e de contatos do planeta Terra.

Nos últimos meses, venho fazendo uma verdadeira limpeza de contatos nos relacionamentos. E o motivo é um só: cansei do crescente movimento antissocial.

Cansei de ler sobre tanta coisa ruim.

Cansei de ver tanto compartilhamento de Fake News – montagens de frases erradas, montagens de imagens inverídicas, montagens de textos mentirosos.

Cansei de perfis que privilegiam notícias ruins ou desagradáveis.

Cansei da politicagem, de gente que precisa ver tudo dando errado para poder alcançar o poder – só pra ter poder e fazer igual ou pior.

Cansei de gente ofendendo e agredindo gratuitamente.

Cansei de pessoas permanentemente destruindo seu país, seu Estado e seu município, pois precisam da desgraça para tentar um cargo político com outro governo.

Cansei de tantos palavrões e xingamentos sem fundamento.

Nos últimos meses, desfiz amizades e contatos com bons conhecidos, amigos e até familiares. As palavras usadas na imagem desse texto passaram a fazer parte do cenário que encontrava nas redes sociais. Fortes, agressivas, odiosas, raivosas. Opa, tem algo errado.

Quem acompanha meus perfis, sabe que sempre divulgo textos alertando, pedindo para as pessoas, por exemplo, não compartilharem textos de origem duvidosa, textos montados e sem link de procedência confiável, mas o derramamento de Fake News não cessa.

Vejo pessoas destilando ódio e raiva por sua cidade, por exemplo. Não falo de política, falo da cidade mesmo. Moram aqui há décadas, seus familiares estão aqui, ou seja, são diretamente responsáveis pela cidade. E saem destruindo tudo e todos, como se não tivessem responsabilidade.

Leio cada vez mais textos construindo muros, ao invés de pontes. Destruindo, ao invés de construindo.

Faço esse registro como cidadão Martin. Estou falando de redes e perfis pessoais.

Não fujo da realidade dos problemas. Até porque, tenho meu espaço de Jornalismo profissional. E ali tem críticas semanalmente, dentro do ofício do jornalista, de perguntar, questionar, provocar, opinar, denunciar, escancarar falcatruas, mostrar problemas, registrar indecências políticas.

Mas, e agora, como ficam os relacionamentos com esses bons conhecidos, amigos e até familiares? Espero que nada mude.

Seguirei encontrando essas pessoas nas ruas, eventos, festas, e vou cumprimentar, e conversar e, provavelmente, vamos dar boas risadas. Porque vamos falar do que interessa, de coisas boas, de brincadeiras, de amenidades.

Aliás, como era antigamente, quando a gente precisava telefonar pros amigos para marcar alguma atividade numa praça, ou clube, ou campinho de futebol, ou terreno baldio pra andar de bike, ou tomar um sorvete, ou ir ao cinema de rua, ou fazer tema de casa em grupo…

Ah, o telefone discado. Sem tela. Sem agressões gratuitas. Sem Fake News. Sem montagens falsas. Sem fortes ironias. Sem grandes deboches. Sem ódio. Apenas as vozes agendando encontros. Conversando, dialogando. Encontros reais.

Eu tentei. Mas cansei. Quero ficar no meu imaginário com aqueles bons conhecidos, amigos e familiares de outrora.

Já diz o velho ditado: “Os incomodados que se retirem”. Foi o que eu fiz e seguirei fazendo nas redes sociais pessoais. E sigo muito bem e feliz.

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