Uma
situação que me incomoda no mundo esportivo é a falta de valorização para
outras modalidades esportivas que vão além do futebol.
Quando escrevo em
valorização, estou dizendo, principalmente, apelo midiático e patrocínio
financeiro.
Entendo
que o futebol respalda os investimentos realizados, mas minha visão de nação
poderosa no esporte enxerga um fortalecimento geral para conquistas gigantes
em todas as modalidades.
Uma
característica que é nata do brasileiro é o talento. E é essa peculiaridade que
faz com que atletas de diferentes modalidades tenham sucesso acima das
expectativas, mesmo com investimento abaixo do necessário para a prática digna
do esporte.
Vamos
olhar para as conquistas recentes. Pela primeira vez na história uma dupla toda
brasileira conquistou o título de um dos quatro maiores torneiros de tênis do
mundo: Luísa Stefani e Rafael Matos venceram o Australian Open nas duplas mistas. Isso precisa de
uma repercussão tremenda, não pode cair no esquecimento.
Isso vale também para
o tênis de mesa com o Hugo Calderano, que vem subindo de nível a cada dia.
Falo também
do surfe, onde nossos “pegadores de onda” têm um talento acima do normal e sempre
brigam por coisa grande nas competições mundiais.
O Isaquias da canoagem, a Ana
Marcela da maratona aquática, as gurias e guris do vôlei, enfim… poderia
encher laudas citando nossos talentos.
Por
conta desses motivos que sonho com uma divisão mais justa de verbas e o fortalecimento
de todas as modalidades. Temos muitas condições de ser uma potência e uma união
de esforços de todas as partes pode tornar isso possível.
Espero que esse apelo
de um apaixonado por esporte chegue o mais longe possível e possa sensibilizar os
financiadores do esporte brasileiro.

























