Sem
confiança ele nem se inicia! Cumplicidade é matéria-prima dos
relacionamentos engajados. As relações no mercado ainda giram em torno
da conquista da confiança. É como se ainda estivéssemos na primeira
revolução industrial deles.
E
é o que mais se observa! Ao mesmo tempo a quantidade de cursos para
resolver as lacunas de desenvolvimento das pessoas chega a ser
impressionante. Mais e mais se amplia a necessidade de intimidade. E ela
começa no lar!
Iniciando
na confiança pessoal, no primeiro grupo de convivência, na família, com
os amigos, os colegas de escola, de trabalho e companheiros de vida. Há
uma grande tonalidade de cinzas em um desejo colorido que se almeja.
Quer testar o estágio em que sua empresa está com seus funcionários? As perguntas são simples:
Quantos são de extrema confiança? Quantos são engajados e cúmplices?
Da
mesma forma àqueles que estão funcionários: você confia a ponto de se
engajar e tornar-se cúmplice da empresa em que trabalha? Da profissão
que escolheu?
A família não passa muito longe:
Com quem posso realmente contar no momento de dificuldade? Com quem tenho cumplicidade para dividir meus segredos?
Se
você conseguir encher as duas mãos com nomes de pessoas de sua extrema
confiança e que são suas cúmplices, meus Parabéns! É sinal inconteste
que és de extrema confiança e que és cúmplice deles também!
Mas
se a resposta a essas indagações forem mais indagações, está na hora de
repensar suas atitudes e competências como líder. Não basta mais um
sorriso, um plano de carreira, de pessoas e dinheiro. É preciso muito
mais!
É preciso inspirar! Movimentar! Acompanhar! Dinamizar! É preciso paixão, amor!
Cada
época tem suas necessidades. Estamos em uma época expoente em termos de
mudanças e premente em termos de retorno às raízes. As pessoas ganham
cada vez mais vez e voz nesse cenário. E, o mais importante: em época de robôs e tecnologias nunca se preocupou-se tanto com as pessoas!
É
quase um paradoxo disruptivo. Escolas e mais escolas proibindo uso de
tablets, celulares e apetrechos tecnológicos, até uma determinada idade,
nas suas dependências. E os pais estragam quando chegam em casa!
A
criatividade, a inteligência emocional, a aprendizagem ativa e
estratégica estão crescendo em relevância. Além disso, o básico:
autonomia, pensamento crítico e iniciativa.
Há
uma desconexão real dessa realidade transloucada e rápida que dá espaço
a um vazio preenchido com a simplicidade da convivência e
compartilhamento de momentos significativos.
E como fazer negócios reais com pessoas irreais?
Impossível!
O caminho atual e futuro é um caminho transparente, de propósitos,
direções, relevâncias e, principalmente, de sentimentos. O simples
aperto de mão já não é o suficiente. Há que se ver o cumprimento dos
acordos nas realidades difusas e amplas.
Em
15 minutos você precisa mostrar a que veio. E mais: é olho no olho!
Profundo, complexo, transparente, direto e com utilidade real. Seja em
amizades, casamentos, relações de negócios, seja o que for. É a hora da
complexidade e da consistência. Pode até ser que o primeiro contato seja
com um robô, para filtrar mais ainda!
Se não tem esses atributos,
vai adquirir! Se tem, mostra! Quer atenção? Gere interesse! Quer
relevância? Tenha conteúdo e seja aberto a aprendizagem. Quer fazer
negócio comigo? Abre logo o jogo e diz o que você faz de melhor e o que
não consegue fazer.
A
franqueza nunca esteve tão em alta! E ao mesmo tempo o desejo de
enganar a si mesmo ou negar a realidade com as seguintes afirmações:
isso é coisa de gente que não entende de gente! Ou melhor: que realidade
é essa?
Com
tanta tecnologia, não há o que esconder. O fingimento chega a ser
ridículo! Ainda não acredita, não é!
Em resposta à pergunta do título
aqui vai a pergunta mais importante:
Você está seguro com sua equipe ou sua empresa nesse mar de turbulências onde se troca seis por meia dúzia?
Reflita
e avalie suas relações e seu engajamento com as pessoas. Será que você
está exigindo algo dos outros que está preparado para oferecer?
César Silva é Mentor de Negócios PMBM®, Consultor, Professor, Palestrante e Escritor
Artigo publicado no portal www.martinbehrend.com.br .
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