Como nossos jovens empreenderão?

O
empreendedorismo é apontado por muitos especialistas como a principal mola
propulsora da economia de qualquer país, afinal, não adianta uma economia
pujante e intensa sem novos negócios e ideias.

Jovens entre 10
e 18 anos vivem no momento mais inspirador para o empreendedorismo, mas ao
mesmo tempo são extremamente pressionados a fazer o que mais atrapalha
iniciativas empreendedoras: escolhas definitivas!

Explicando
melhor: é durante esta faixa etária que o indivíduo é incentivado a aprimorar
sua língua, conhecer e praticar línguas estrangeiras, conhecimentos universais,
decidir sua profissão, fazer o vestibular, procurar um trabalho….ufa, um
monte de coisas para serem definidas com todos os hormônios, relações com
sexualidade, redes sociais e um mundo gigante de oportunidades.

Com todo esse
turbilhão que os jovens vivem, nós, a sociedade, buscamos inovação, novos
caminhos e deixamos de aproveitar o frescor dessa passagem da vida para formar
empreendedores sonhadores, mas também, capacitados e disciplinados.

Não cometemos
esse erro conscientes, apenas seguimos a ideia herdada ainda da primeira
revolução industrial de que o futuro de um adulto será definido nesta faixa de
idade. No entanto, com pequenas reflexões e iniciativas poderíamos estimular
ainda mais adolescentes a se aventurar e iniciar no mundo do empreendedorismo
entendendo que as escolhas e mudanças de rumo podem ser interessantes para
atuar no mundo dinâmico do século XXI.

Não precisamos estimular
a criatividade e adaptação e, sim, o que é estruturante nas ideias que surgirão,
como a forma de financiar, as ferramentas para medir e o mais importante,
espaço para apresentar e demonstrar negócios.

Muitos são os
negócios pelo mundo que iniciaram com um jovem de 10 a 18 anos. O brasileiro Alexandre
Tadeu da Costa iniciou a empresa franqueadora que hoje é conhecida como “Cacau
Show” aos 17 anos vendendo de porta em porta bombons e trufas.

Já o irlandês
Jordan Casey com apenas 14 anos já tinha três startups funcionando e, hoje, aos 20
anos, além de assessorar grandes empresas de games é embaixador de iniciativa
empreendedora pelo mundo.

Aos pais,
professores e orientadores vale lembrar que o estopim para um jovem
empreendedor não é uma característica ou talento nato, e sim estímulo, preparo
e treino.

Segundo a
psicóloga Emília Luna a melhor forma de incentivar adolescentes é seguindo as
seguintes orientações:

– Não
menosprezar sua criatividade apoiando até aquilo que parece ser uma ideia sem
pé nem cabeça, até porque com ajustes, estímulos e compreensão pode se
transformar em ótimo negócio.

– Entender que o
filho, aluno ou estagiário pode demonstrar não dar ouvido às orientações, mas
na verdade é o contrário. Ele precisa se afastar de modelos para criar sua
identidade, mas sempre é importante contar com a ajuda de orientadores.

– Apagar a
visão de “aborrescência” e considerar que tudo está ainda em formação neste ser
humano que precisará muito da sua contribuição para o sucesso profissional.
Então, jamais “jogue a toalha” mesmo quando ele se torne hostil.

Seguindo
orientações como acima, é importante além de boas ideias, também seguir
tendências como acompanhar a cultura “maker” (faça você….) para criar e
vender produtos bem como solucionar problemas ou necessidades próximas.

Mas ajude um
adolescente ser empreendedor, principalmente ensinando como financiar boas ideias,
gerar valor e desenvolver a sustentabilidade de um negócio que pode ser
artesanal no início, mas que tenha ótimas probabilidades de continuidade.

Empreender é um
compromisso nosso como adultos, mas um grande incentivo para o horizonte dos
jovens. Ajude estimulando em todos os ambientes onde se encontram adolescentes
entre 10 e 18 anos.

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