A cultura da
empresa estava no ar: sua qualidade, excelência, apresentação, atendimento e
engajamento. Todos os pontos de contato eram cheios de atenção e transpiravam
uma energia gostosa e otimista. Pessoas sorrindo, respeitando uma as outras,
felizes com sua posição e aspirando um crescimento sem prejudicar ninguém. Um
time de primeira.
Era tão
diferente, que servia de referência a muitas empresas que desejavam chegar a
esse patamar. A empresa era de médio porte, quase 50 funcionários, prestadora
de serviços e cheia de amor pra dar.
A pergunta
fundamental que a maioria de sua clientela fazia: quem era o responsável por
tudo isso? Como, num mundo como o de hoje, em que cada um pensa na sua
realidade antes da realidade do outro, onde as aparências e intrigas dão e
tiram poder, onde os valores parecem estar tão desnorteados, como era possível?
Mais interessante
era perceber que nenhum dos colaboradores apontava uma única pessoa como
responsável direta pelo feito, que deveria ser , no mundo atual “status quo”.
Sabiam dizer quem tinha iniciado, mas não sabiam como tudo foi se desenvolvendo.
Entendiam que a profissionalização da empresa era benefício e tarefa de todos, e
que os acordos eram cumpridos à risca.
Sabiam que tinham
participado de várias reuniões, montado processos, projetos, se comprometido
profundamente com a causa que a empresa defendia, que respiravam todo aquele
contexto que haviam construído juntos e não se importavam com quem era o pai da
criança, desde que ela nascesse. Sabiam, é claro, que a decisão final era da
direção, ou do diretor responsável, mas também sabiam que não sabiam tudo, já
que era assim que o diretor se colocava perante todos.
A empresa tinha
suas imperfeições e as tratava como aprendizado. O erro poderia ser um acerto,
dizia a cultura, mas o desleixo é sempre uma falta, cobrada pelos colegas.
Indicadores realistas e possíveis, estímulo à inovação, a crítica construtiva e
ao olhar diferentes, sempre eram bem vindos.
Não havia super-homens ou mulheres maravilhas na empresa, somente pessoas com engajamento
de coração, imperfeitas, mas afeitas a querer acertar. Tudo fora planejado de
uma forma participativa, ativa e com objetivos compartilhados. O perfil de
todos estava alinhado com o propósito da empresa e a essa exceção se fazia o
ajuste do conjunto, o todo se encarregava de ajustar.
Empresas como
essa estão saindo dos livros, das experiências e virando realidade. Como é bom
perceber, nessa caminhada de vida e de experiências, que muitos dos desejos
estão se tornando uma realidade. Princípios básicos de competição, que para
muitos são bem básicos ainda, mas que já se tornam um novo tom ao mercado.
A flexibilidade, a rapidez, a integração, a proximidade, o
engajamento, a organização, a inovação e os resultados fazem parte cada vez
mais da realidade atual, apesar das nomenclaturas diferentes e dos processos
originais. O conhecimento se amplificou, o acesso está se tornando cada vez
mais universal e o caminhão do progresso passa a toda velocidade!
A maioria do
tempo que vivemos em nossa vida estamos dedicados à profissão. O tempo que
passamos deve ser o melhor possível e o clima, o que todos respiram, deve ser
instigante e saudável. Senão, de que adiantam todas as teorias e práticas se
não objetivam a melhoria da qualidade de vida das pessoas?
Há quem não
mereça e também há quem se entristeça. Mas não há ninguém que não saiba ou que
esteja desavisado, a não ser que queira ou deseje isso. Aí, cada um com suas
escolhas.
Há muitos
desanimados ou entristecidos com as operetas no trabalho, com as intrigas que
chacoalham e com as bobeiras que espalham. Se você é um deles, aproveite para
conhecer empresas que tem climas fantásticos e pessoas do bem nas suas
trincheiras de mercado e que não deixam a “peteca” cair, de jeito nenhum. Há
uma frase em gauchês,da minha terra, que diz o seguinte: só há churrasco bom se
a carne é boa! O clima agora é com você!
