DE NOVO HAMBURGO PARA PAVIA
Convidada: Chrissie Braun Fuchs, 37 anos
De Novo Hamburgo. Reside em Pavia, na Itália.
Filha de Carlos Cézar Fuchs e Maria Cristina Braun Fuchs.
Estudos
Colégio São Jacó (até 4ª série), Centro de Ensino Médio Feevale, graduação em Publicidade e Propaganda e pós-graduação em Marketing na Universidade Feevale.
Mestrado
em Marketing Internacional na Universidade de Vaasa (Finlândia) e mestrado em Inovação Digital e Empreendedorismo na Universidade de Pavia
(Itália).
Quando foi morar no exterior?
Vim morar na Finlândia em agosto de 2010 e me mudei para Itália em janeiro de 2012.
Como surgiu a oportunidade?
Fui selecionada para um mestrado em Marketing Internacional na Universidade de Vaasa, na Finlândia.
Qual o primeiro destino?
Vaasa, Finlândia. Morei quase dois anos em um apartamento com duas colegas de mestrado, onde conheci meu marido Lorenzo (foto abaixo do casal na Finlândia).
Em
janeiro de 2012 me mudei para a cidade de Siena, na Itália, para
continuar meus estudos e aprender Italiano. Dois meses depois fui morar
na cidade do Lorenzo, Pavia, onde iniciei a trabalhar e moramos até hoje.
Qual sua atividade atual?
Gerente de Marketing em uma multinacional italiana que produz máquinas e sistemas para a indústria farmacêutica aqui em Pavia. Na foto abaixo estou com colegas de trabalho em uma feira em Frankfurt, na Alemanha, em 2018.
Com quem vive?
Com o meu marido, Lorenzo Gazzotti.
Qual local sente saudades de frequentar na cidade/região?
O lugar que sinto mais falta são as casas dos meus pais em Novo Hamburgo, na serra gaúcha e em Tramandaí, a casa da minha vó e a casa de todos os meus amigos.
Qual restaurante/comida/espaço gastronômico da região que sente falta?
Toda
vez que volto não posso deixar de ir no Kings Kão, Kachurrasco e no
restaurante vegetariano coreano que tem perto da casa dos meus pais, no
Jardim Mauá.
Também sinto falta de ir comprar rosca, cuca, pão de queijo, quindim e outros doces na padaria Requinte e Sabor.
Tem algum hábito/costume/rotina que levou da região para o exterior?
Churrasco
e chimarrão não podem faltar. Meu marido aprendeu a tomar chimarrão e a
fazer churrasco com meu pai. Trouxemos duas churrasqueiras do Brasil e o
Lorenzo assa pra nossa família e amigos, pelo menos, duas vezes por mês.
Na foto abaixo estou com meus pais e minha irmã em Pavia.
Trouxe
comigo a paixão por vinhos que os meus pais me transmitiram, pois eles
sempre fizeram cursos de degustação e apreciam muito as vinícolas da
região do Vale dos Vinhedos, além dos vinhos argentinos e chilenos.
Eu e
meu marido estamos iniciando o curso de sommelier, até porque os donos
da empresa onde trabalho possuem uma vinícola aqui na região e já desenvolvemos vários projetos juntos.
Pensa em voltar para morar na região?
Penso sempre em voltar para o Brasil um dia e meu marido também gosta da ideia, pois ama Novo Hamburgo, a nossa cultura e as cidades
vizinhas.
Com a possibilidade de trabalhar em home office acredito que, no futuro, não teremos mais a necessidade de escolher um lugar fixo pra
morar e poderemos viver entre a Itália e o Brasil, que è a nossa ideia.
Qual atrativo ou destaque da cidade/região onde mora?
A
nossa cidade è ao lado de Milão. Aqui em Pavia tem o Castelo Visconteo,
o Duomo, San Michele e a Certosa de Pavia, que são monumentos
maravilhosos. Também tem muitas vinícolas nessa região do ‘Oltrepo
Pavese’ e paisagens parecidas com a Toscana.
Na foto abaixo está a ponte coberta de Pavia.
Vivemos na Lombardia, que è
uma região muito interessante, com diversos atrativos como o Lago de
Como, montanhas, colinas e cidades históricas.
Além disso è um dos
centros mais importantes e com mais conexões com outras regiões e
cidades da Itália. Por isso fica fácil viajar pra vários lugares
turísticos. Na foto abaixo estamos na região de Ligúria, onde fica Gênova.
Qual ensinamento/lição/prática que tem na sua atual cidade e que gostaria de ver sendo aplicada na cidade onde viveu no Brasil?
Uma
questão importante é a cultura de base, que os italianos aprendem na
escola. Eles estudam muitos aspectos culturais, históricos, econômicos e
sociopolíticos, e isso os leva a ser muito mais críticos e interessados em conversar e discutir sobre diversos temas.
Um
outro ensinamento é a compra consciente e a atenção ao consumismo
exagerado. Aqui compramos um carro para durar de oito a dez anos, compramos
menos roupas e acessórios, mas buscamos itens que sejam de qualidade,
clássicos e não sujeitos a moda. Acredito que, aos poucos, isso também
está mudando no Brasil, e fico feliz.
Além disso, aqui os supermercados
cobram pelas sacolas plásticas (que são biodegradáveis) e, por isso, as
pessoas evitam utilizar plástico e levam bolsas de tecido de casa ao
supermercado, por exemplo. São pequenas coisas que fazem a diferença.
