Carta de um torcedor do Novo Hamburgo aos torcedores,
jogadores, comissão técnica e direção do Noia.
Morar próximo de Porto Alegre faz as pessoas duvidarem que
você torça apenas para um clube do interior, há menos de 40 quilômetros de distância de
dois clubes campeões do mundo. Mas o futebol é igual o amor. Quando você torce
e ama, não há nada que mude esse sentimento.
Noite de 12 de junho de 2005, eu com 8 anos de idade,
segurando a mão do meu pai, ia pela primeira vez em um estádio de futebol.
Era o jogo da volta da final da Copa Emídio Perondi entre
Novo Hamburgo e Brasil de Pelotas. Ali começava o meu amor por esse clube. O
Noia não deu chances pro Brasil e venceu por 3 a 0, com Preto em campo, hoje
ídolo e capitão do Novo Hamburgo.
Ver o Santa Rosa lotado foi como ver a primeira paixão de
escola, ganhar a primeira bola, o primeiro videogame. E não há quem tire isso
do coração.
15 de janeiro de 2011. Estava lá eu, jogando pelas
categorias de base do Noia, voltando da Copa Adidas, em Teutônia, após vencer o
time da casa na final também por 3 a 0, quando nosso ônibus capotou e, graças a
Deus, apenas tivemos ferimentos leves e ninguém morreu. Conquistamos o único
título no ano do centenário do clube, onde quase morremos pelo Noia, demos o
sangue e a vida por esse clube. E ganhamos uma medalha do centenário do clube
em homenagem pela nossa conquista (foto).
Na próxima sexta-feira, 2 de março de 2018, mais de 12 anos depois, não estarei nas arquibancadas nem no campo ajudando o meu time do
coração, mas estarei nas cabines de imprensa do Estádio do Vale, como narrador
esportivo, narrando, torcendo e querendo presenciar mais uma vitória do Esporte
Clube Novo Hamburgo. E não ver mais o Noia na situação na qual se encontra,
correndo sério risco de rebaixamento.
Joguem por mim. Pelos seus filhos. Pelas suas famílias.
Joguem pelos torcedores do Noia, que são poucos, mas apaixonados na mesma
intensidade que qualquer outro clube, às vezes acho que até mais ainda. Não
merecemos o rebaixamento. É o ano do Noia. Eu acredito! Nós, torcedores,
estamos com vocês até o fim. Não desistam. Corram até o último segundo.
Disputem até a última bola. Olhem para as arquibancadas do Vale e agradeçam
pelos torcedores que estiverem ali, eles sempre estiveram ao lado do Esporte
Clube Novo Hamburgo. Vamos sair dessa! Vai dar Noia!
Na emoção do rádio, a partir de 20h30,
estarei na jornada esportiva da Rádio Cinderela 810 AM narrando a decisão entre
Novo Hamburgo x Brasil de Pelotas pelo Gauchão. Vamo, Noia!
