Carlos Henrique está em Sydney, na Austrália

DE NOVO HAMBURGO PARA SYDNEY


Convidado: Carlos Henrique Endres
Sander, 29 anos

De Novo Hamburgo. Reside em Sydney, na Austrália

Filho de Gisela Maria Endres
Sander e Carlos Alberto Sander

Estudos

Colégio Sagrado
Coração de Jesus e Colégio Sinodal da Paz. Bacharel em Engenharia de Produção,
pela Unisinos.

Quando foi morar no
exterior?

Em 2017.

Como surgiu a
oportunidade?

Eu havia recém terminado meu bacharel em Engenharia de Produção e
havia sido dispensado pela empresa. Então, resolvi usar a oportunidade para sair
da zona de conforto e conhecer lugares e pessoas novas.

Qual o primeiro
destino e onde reside atualmente?

Sydney, em Nova Gales do Sul, na Austrália

Qual sua atividade
atual?

Estou estudando um duplo mestrado em gerenciamento de projeto e saúde
publica. Eu trabalho como barista desde que cheguei para pagar as contas. Estou
começando um estágio como gerente de projeto, em dezembro.

Com quem vive?

Atualmente, eu moro com a minha namorada chinesa Nikki Mu.

Qual local sente
saudades de frequentar na cidade/região?

O que eu mais sinto falta são os
almoços em família e as visitas a casas de amigos para tomar um chimarrão e
colocar o papo em dia. Por exemplo, sinto falta do tradicional churrasco de
domingo na casa dos meus avós, onde todo mundo ajuda um pouco.

Qual
restaurante/comida/espaço gastronômico da região que sente falta?

A Austrália é um país de imigrantes, então, não é difícil encontrar comidas italianas/alemãs e
até brasileiras aqui onde moro. Porém, eu nunca encontrei um verdadeiro xis
gaúcho! Isso eu sinto uma falta tremenda.

Aqui também não existe
sorveteria a quilo, como na sorveteria Rei, por exemplo. E isso faz falta no
verão.

Tem algum
hábito/costume/rotina que levou da região para o exterior?

Chimarrão é algo que está sempre na minha
rotina. Sempre tenho uma cuia ao meu lado quando tenho de estudar para provas
e trabalhos da faculdade.

Pensa em voltar para
morar na região?

Pensar a gente pensa, mas é uma pergunta muito complicada. A
saudade da família e da região só aumenta com o tempo. A própria palavra
“saudade” já não é forte o suficiente para explicar o que sentimos por estar tão
longe de casa por tanto tempo (são 14 horas de diferença).

Mas, ao mesmo tempo, o
meu futuro profissional aqui é muito mais promissor do que no Brasil. A minha
namorada não fala português e seria difícil dela se adaptar. Aliás, tem a
questão da segurança e levamos isto em consideração quando falamos sobre
ter uma família juntos, e o Brasil hoje em dia está complicado.

Qual atrativo ou
destaque da cidade/região onde mora?

Por ser uma cidade
repleta de imigrantes é muito fácil conhecer e ser bem recebido por pessoas com
uma cultura totalmente diferente da tua. Existem vários restaurantes com comida
tradicional, onde tu aprende mais sobre a origem de quem trabalha lá e, ao mesmo
tempo, prova a culinária deles.

Também tenho de
mencionar as belezas naturais da Austrália, que são conhecidas mundialmente e as
praia são maravilhosas, apesar da aparição frequente de tubarões.

A localização
de Sydney faz com que tu, geralmente, esteja a 30 minutos de uma praia muito
bonita e, ao mesmo tempo, muito perto de florestas e cachoeiras, que são muito bem
preservadas.

Qual
ensinamento/lição/prática que tem na sua atual cidade e que gostaria de ver sendo
aplicada na cidade onde viveu no Brasil?

Pequenas iniciativas individuais que facilitam a vida de todo mundo que
usa o transporte público é algo que poderíamos aprender.

Aqui se
espera que as pessoas que precisam desembarcar do trem saíam antes de alguém
entrar no vagão e tomar um dos assentos.

Inclusive, alguns vagões do trem são
“silenciosos” para quem queira apenas descansar ou ler um livro possa fazer
isso sem ouvir conversas de outras pessoas ou música (foto).

Outro exemplo é que todos ficam do lado esquerdo na escada rolante para permitir que quem esteja com pressa possa passar
pelo lado direito.

Estas poucas ações facilitam muito o dia-a-dia e mostra que
as pessoas se importam com as outras, e não só com elas mesmas.

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