Bruno está em Anglet, na França

DE NOVO HAMBURGO PARA ANGLET


Convidado: Bruno Fernandes, 32 anos

De Novo Hamburgo (nasceu em São Leopoldo). Reside em Anglet, na França

Filho de Walmor Luiz Fernandes e Neuza Alberti

Estudos

Ensino Fundamental: EMEF Darcy Borges de Castilhos e EEEF Luiza Teixeira
Lauffer, em Novo Hamburgo
Ensino Médio: Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha (Técnico em
Eletrônica)

Graduação: Universidade do Vale do Rio dos Sinos/Unisinos (Engenharia Civil)

Mestrado: Universidade Estadual de Campinas (Estruturas e Geotécnica)

Quando foi morar no exterior?
Em 2019.

Como surgiu a oportunidade?
Em 2012, eu tive minha primeira experiência no exterior, quando cursei um ano de
Engenharia Civil na Universidade de Coimbra, em Portugal, graças ao programa
Ciência sem Fronteiras.

Essa passagem, além de ter me proporcionado uma
primeira experiência no exterior, me deu motivação para adentrar na área da
pesquisa acadêmica.

Após a graduação, fiz meu mestrado na Unicamp (Campinas, SP)
e, logo após defender minha dissertação, comecei a busca por um doutorado no
exterior. Encontrei essa vaga que estou atualmente, vi que tinha a experiência
necessária e resolvi me aplicar.


Qual o primeiro destino?
Anglet, França. Essa cidade faz parte da região do “BAB”
(Bayonne-Anglet-Biarritz), localizada no sudoeste francês, no país basco.

Onde reside atualmente?
Na mesma cidade ainda, Anglet (foto abaixo).

Qual sua atividade atual?
Sou doutorando. No caso, faço a minha pesquisa e leciono também algumas
disciplinas.

Com quem vive?
Sozinho.

Qual local sente saudades de frequentar na cidade/região?
Muita saudade da casa da minha mãe, da casa do meu pai, dos familiares, dos
amigos. Saudade do meu bairro (Liberdade), das ruas, enfim, essas lembranças
afetivas que sempre surgem na memória.

Qual restaurante/comida/espaço gastronômico da região que sente falta?
Sinto muita falta do xis! Era uma dos meus lanches favoritos. Além do pastel,
da coxinha e alguns outros quitutes brasileiros que a gente só encontra pelo
nosso país.


Tem algum hábito/costume/rotina que levou da região para o exterior?
Eu nunca fui o gaúcho mais “tradicionalista”, mas tenho minha cuia aqui e tomo
chimarrão de vez em quando. E devo dizer que o frio daqui é na medida certa pra
lagartear comendo uma bergamota!

Na foto abaixo está o Centro de Bayonne.


Pensa em voltar para morar na região?
No momento, não.

Tenho muita vontade de voltar um dia, mas, infelizmente, a
profissão de pesquisador/professor é muito desvalorizada no país.

Os
investimentos nas universidades públicas foram inexistentes nos últimos quatro
anos, e cada dia mais a ciência nacional é depreciada. Porém, tenho fé que esse
cenário vai mudar.

Qual atrativo ou destaque da
cidade/região onde mora?

A região é muito atrativa, principalmente pelas belezas naturais. É uma região
litorânea, está muito perto dos Pirineus Atlânticos, muito perto da Espanha. O
clima é bem agradável para o perfil da Europa.

A cultura basca também é bem peculiar
e merece a lembrança.


Na foto abaixo aparece o Lac de Gaube, nos Pirineus.

Qual ensinamento/lição/prática que tem na
sua atual cidade e que gostaria de ver sendo aplicada na cidade onde viveu no
Brasil?

Admiro muito a maneira como o francês aproveita a vida, a cidade e a natureza.

É muito comum ver famílias fazendo piquenique, casais idosos no meio de trilhas
em montanhas, pessoas aproveitando cinemas e museus, diversos eventos
culturais.

Eles valorizam muito o tempo livre! Num campo mais social, admiro
bastante o sistema de seguridade social francês. Tem seus problemas, mas
valorizam bastante os direitos dos cidadãos.

Nas fotos abaixo estão Biarritz e Bayonne.

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