Segundo o
dicionário Houaiss: “Ato de tocar pressionando com os lábios qualquer parte do
corpo de uma pessoa, animal ou sobre objeto quando ou com valor simbólico,
podendo também incluir movimentos de sucção, preensão, etc. , geralmente para
demonstrar carinho, afeto, etc.”
Com esta
descrição técnica do beijo, bem como suas generalidades funcionais, há que
pensar-se a respeito deste ato tão carismático e tão carregado de profundos
significados. Quer dizer que, antigamente tinham quase que exclusivamente
significados profundos, mas hoje em dia banalizou.
Olhando ao
redor, vemos o beijo em inúmeras circunstâncias, desde beijos interfaciais de
autoridade até os três estúpidos beijinhos sub-culturais entre adolescentes da
era pós-shopping. Vide alguns modelos intermediários.
Beijo de
apresentação respeitosa, um beija-mão de cavalheiro que pode ser complementado
com um discreto e respeitoso ósculo na face.
Beijo
familiar, complementando um abraço caloroso de boas vindas, chegada ou saída de
viagem, pessoas que não se veem há muito tempo. Saudades.
Beijo de
Judas, o beijador já antevê o destino do beijado.
Uma variante
do beijo de Judas é o beijo das amigas. Aquele beijinho-beijinho todo
artificial, cheio de falsidade dado sob comentários bem cretinos entre as duas
sobre as aparências de cada uma delas.
Quem
frequenta academias de ginástica fica um pouco espantado com os abraços e
beijos com que a mulherada é recebida – mas há uma explicação técnica para o
caso. A pessoa que é recebida com um afetuoso abraço e um longo e carinhoso
beijo fica logo a vontade para enfrentar a malhação, e na sua chegada recebe o
carinho que faz aflorar a confiança no seu personal trainer. Bem, se for assim.
. .
Mas graças a
Deus, ainda nada supera o tão bem gostoso e recheado de sensualidade beijo de
amor. Intenso, amplo, dado a gosto, com a necessária e natural cumplicidade das
duas bocas envolvidas, lábios com lábios, língua com língua ou uma boca e um
pedaço de corpo gostoso, sabe-se lá. Este sim, é o beijo máster, com amor e o
melhor de todos.
São os
beijos e O BEIJO. Talvez a manifestação física mais autêntica do sentimento
humano. Há que se ter pena de quem não beija!
Pra terminar. “Sempre é
bom lembrar: O primeiro beijo nunca se esquece!”
