Bah! SindProfNH distorce tentativa de invasão ao Palácio Piratini

O Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH) se manifestou, nesta terça-feira (26), numa vergonhosa e constrangedora tentativa de distorcer os fatos que ocorreram no Palácio Piratini, na tarde de hoje.

É grave e preocupante saber que um sindicato que representa quase dois mil professores do município de Novo Hamburgo tente induzir a comunidade a um erro na avaliação dos fatos. Se foi sem querer ou de propósito, só a direção do sindicato poderá informar.

A realidade é que a distorção da realidade ficou nítida e será registrada a seguir. Preocupa saber como um sindicato se posiciona de tal forma, ainda mais num momento tão delicado envolvendo o futuro do Rio Grande do Sul.

FATOS

– Nesta terça-feira, ocorreu grande mobilização de professores e aliados em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. Estima-se que entre 10 e 15 mil pessoas estiveram na Praça da Matriz, em frente ao Piratini e à Assembleia Legislativa.

– Segue a greve do magistério estadual, afetando a rotina de centenas de escolas. Há mais de 40 meses, os professores recebem salários parcelados, o que é uma vergonha.

– Na semana passada, o Portal Martin Behrend divulgou uma das manifestações dos professores em Novo Hamburgo: “Greve dos professores estaduais em Novo Hamburgo: Oh Eduardo, Mãos de tesoura, Cadê o salário da minha professora!” – https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/7081/titulo/greve-dos-professores-estaduais-em-novo-hamburgo-oh-eduardo-maos-de-tesoura-cade-o-salario-da-minha-professora

– Nesta terça-feira, em determinado momento dos protestos, estava se buscando um diálogo em frente ao Piratini para ocorrer uma interlocução entre professores e governo estadual – o governador Eduardo Leite (PSDB) não estava na capital gaúcha. Havia o impasse sobre a entrega de um documento a representante do governo estadual: dentro do palácio ou do lado de fora?

– Eis que dezenas de manifestantes – aliados dos professores e até professores – partiram para o ataque. De forma covarde e agressiva, tentaram invadir e passar por cima da Brigada Militar, que protegia o local. Com bandeiras, tentaram tomar conta do palácio buscando passar pelos servidores da segurança.

– Aqui está registrado o que ocorreu, o momento do ataque: https://www.youtube.com/watch?v=O1r3fel2UA4&feature=youtu.be

– Numa tentativa de reação ao ataque agressivo dos aliados dos professores, os servidores da segurança reagem com cassetetes e spray de pimenta. Algumas pessoas ficam feridas, entre elas, professores.

– O governo do Rio Grande do Sul se manifestou em sua conta no Twitter: “O governo do RS repudia a lamentável tentativa de invasão do Palácio Piratini por parte de manifestantes, hoje. Esse tipo de atitude não ajuda na construção de um Estado melhor. O vídeo mostra claramente a injustificável agressividade dos ativistas ao serem recebidos p/ dialogar.”

– Após o registro dos acontecimentos, confira a seguir o texto publicado pelo Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo:

“Toda a solidariedade aos colegas do magistério estadual agredidos nesta tarde durante o ato em frente ao Palácio Piratini. Pelo menos 10 foram atendidos no HPS, incluindo a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, e outros integrantes da direção central e do Comando de Greve. Violência física que vem depois de outra violência, a de anos de parcelamento de salários e de um pacote que acaba com a carreira.”

Nenhuma palavra do SindProfNH sobre quem provocou a confusão. Nenhuma palavra sobre a tentativa de invasão. Nenhuma palavra sobre a agressividade dos manifestantes. Nenhuma palavra sobre o ataque contra os servidores públicos da segurança. Omissão completa por parte do sindicato.

É lamentável que uma entidade, que representa os professores responsáveis pela educação e ensinamentos valiosos para as crianças, tenha um comportamento parcial, buscando distorcer os fatos e ignorando a verdadeira motivação da confusão.

Mais responsabilidade, SindProfNH. Ainda é tempo de se solidarizar com os servidores da segurança pública atacados covardemente por aliados dos professores – e que também recebem salários parcelados de forma vergonhosa.

E que triste, em 2019, termos de conviver com tanta violência, agressividade, parcelamento de salários, desrespeito e outros episódios que vão colocando o Estado ladeira abaixo no seu desenvolvimento.

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