Enquanto a mídia em geral se dedica seriamente a uma
situação que toma formas relativamente alarmantes – o número preocupante de
suicídios – é necessário ter também muita atenção a situação imediatamente anterior
ao fenômeno, uma situação muito mais corriqueira e que é comum
a terceira idade, a que alguns performantes idiotas classificam como “a melhor
idade”, qual seja a SOLIDÃO.
Cada parágrafo é uma parada para pensar:
“A pior parte de
envelhecer é não ter mais objetivos.”
“Cedo ou tarde chega o momento em que você é deixado sozinho.”
“O sofrimento da pessoa começa na solidão.”
“Como é triste saber que de repente você é um fardo para sua
família.”
“Chega o momento da ausência do afeto, da afeição.”
“Ficar solitário? Mas é mais solitário viver em um casamento
sem amor . . .”
“Um leito solitário é um esquife.”
“Até uma obra de arte – assim como uma simples crônica – só
pode ser compreendida pelo amor, pois elas são espécies de uma solidão infinita e somente o amor pode
senti-las, entendê-las e aceita-las.
“Mas se de repente nos sentimos sozinhos na solidão, quem sabe ficamos sozinhos juntos?”
“Na solidão nos resta
o pensamento; pensar o presente, até pensar o futuro, mas principalmente,
pensar o passado (Rainer Maria Rilke).”
“Nós somos as escolhas que fizemos.”
