De forma oficial, os Jogos Olímpicos iniciaram na
sexta-feira e com uma cerimônia de encher de orgulho qualquer brasileiro. Até
mesmo aquele cidadão que repudiou, ou repudia ainda, a realização do evento no
Brasil ficou orgulhoso com a produção, a grandeza, a magia e o espetáculo
realizado no Maracanã. Esses adjetivos mostram como o povo brasileiro tem
capacidade de impressionar a quem quer que seja e como podemos viver em um país
de coisas maravilhosas, basta nos livrarmos da corrupção e colocar a seriedade,
a ética e a moral a frente de tudo o que for pensado para o bem do povo.
Voltando ao esporte, o sábado já presenteou o Brasil com uma
medalha de prata no tiro esportivo depois de anos sem conquistas na modalidade.
Felipe Wu nos encheu de orgulho e tenho certeza que muitos outros atletas
“desconhecidos” do grande público ainda irão nos encher de orgulho. Precisamos
de destaque em vários “esportes amadores” para que assim recebam o incentivo
digno e justo de qualquer modalidade praticada por esportistas dedicados,
batalhadores e heróis.
No domingo, a Ginástica Artística e o Tênis de Mesa também
motivaram a torcida brasileira assim como o Tênis com as vitórias de Rogerinho,
Bellucci, Sá, Melo e Soares. Mas gostaria de falar mais sobre o tênis. Esse
esporte tratado por muitos como de “elite” mostrou a simplicidade e a grandeza
do maior jogador da atualidade, assim como a superação de um jogador
desacreditado. O confronto entre o sérvio Novak Djokovic e o argentino Juan
Martín Del Potro foi um embate digno de final de Grand Slam. Campeão e o
jogador com mais premiação recebida na história do esporte, esperava-se a
vitória do sérvio contra um argentino recém voltando de lesão e que chegou a
escutar dos médicos que não retornaria mais ao esporte. Pois o confronto
mostrou que Del Potro ainda pode ser um grande tenista.
Mas, além do grande jogo, o que mais marcou a partida foi a
saída dos atletas da quadra. Ambos tenistas deixaram o local em lágrimas. Um
pela excelente vitória conquistada e o outro por saber que, mesmo tendo ganho
quase tudo na carreira, mais uma vez perdeu a chance do ouro. A cena foi de
arrepiar e mostrou que o esporte iguala cidadãos quando o quesito é sentimento
e amor ao esporte. A imagem correu o mudo e não sai do meu pensamento até
agora. Só tenho que dizer obrigado Djoko e Del Potro. Obrigado Calderano.
Obrigado Wu. Obrigado Flávia Saraiva. Obrigado esporte por você existir e
permitir que o povo desse país e desse mundo injusto e conturbado tenha
momentos de felicidades como os vivenciados nesse final de semana.
