Foi um ano diferente no Teatro Paschoal Carlos Magno, localizado
no Centro de Cultura dr. Parahim Pinheiro Machado Lustosa. no Centro de Novo Hamburgo. Ao invés dos
aplausos, o silêncio. No lugar das luzes, a escuridão. Na plateia, assentos desocupados. No palco dos atores, bailarinos e cenários mágicos, o vazio.
Um dos espaços mais tradicionais e requisitados pelo setor
cultural hamburguense passou o ano de 2017 praticamente fechado. Só que as notícias ruins não
acabam aí. O teatro começará o ano de 2018 igualmente na mesma situação: de
portas cerradas para atrações. A reportagem do Portal Martin Behrend circulou
pelo Centro de Cultura e pelo Teatro Paschoal Carlos Magno para responder à comunidade:
por que o teatro ficará tanto tempo fechado para eventos?
A trajetória das obras no local começa no governo do
ex-prefeito Luis Lauermann (PT). A movimentação teve início em dezembro de 2016 e as
intervenções deveriam estar finalizadas em três meses. Com a troca de governo,
os empenhos foram cancelados no começo de 2017. De acordo com a administração
de Fatima Daudt (PSDB) não houve previsão orçamentária para o pagamento.
O custo total da obra licitada inicialmente ficou em R$ 121
mil. Todo o prédio do Centro de Cultura, que abrange o Teatro Municipal, Escola
de Artes e a Secretaria de Cultura, vem recebendo adaptações ao Plano de
Prevenção e Combate a Incêndios (PPCI). Praticamente todas intervenções já
foram executadas. Isso inclui instalação de sinalização luminosa, portas
corta-fogo, sinalização de emergência, extintores de incêndio, corrimãos nas
escadas, sistema de proteção contra descargas atmosféricas, fitas
antiderrapantes nas escadas, troca dos forros por material não-inflamável, bem
como a demolição do telhado do teatro e a construção de uma nova laje de
concreto, que possa segurar as chamas por até quatro horas – trabalho concluído.
Só que no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra
no meio do caminho…
Em razão de alterações na legislação e outras exigências
legais que surgiram nos últimos dois anos no Rio Grande do Sul e no Brasil, o
projeto precisou sofrer ajustes e revisões para estar adequado à nova
realidade. “Ou o espaço não seria liberado”, explica o engenheiro civil da
Prefeitura Alexandre Vargas. Com isso, foi necessário apresentar um outro
projeto para ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros.
É este novo projeto que está em fase final de orçamento. Com
essa conta finalizada, será feita uma nova licitação para a conclusão das obras
que serão necessárias adaptar e que não eram exigidas há alguns anos. “É uma situação
que não nos agrada, mas preferimos fazer tudo agora e deixar o teatro pronto
para muitos e muitos anos, em condições de segurança dentro da legislação”,
destaca o titular da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), Ralfe Cardoso.
Uma informação importante: a Prefeitura só conseguiu voltar a mexer no projeto
e projetar um novo orçamento após aprovação inicial do projeto pelo Corpo de Bombeiros,
o que ocorreu somente no segundo semestre deste ano.
Dentro de um planejamento normal, a licitação para complementar
as obras no Centro de Cultura e no Teatro Paschoal Carlos Magno pode ser
realizada em janeiro de 2018. Sem contratempos, as obras poderão começar em
março de 2018. “Não são grandes intervenções. Tem os corrimões e mais alguns
detalhes. Quando tivermos a empresa definida, vamos pedir para priorizarem as
intervenções no teatro para liberar ao público o quando antes”, destaca Vargas.
Numa visão realista com pitada de otimismo, em abril ou maio 2018 ele pode
estrar liberado para começar a receber espetáculos.
A reportagem do Portal Martin Behrend caminhou por vários
espaços do Centro de Cultura e Teatro
Paschoal Carlos Magno. Os ambientes estão com diversos itens de segurança
visíveis e atualizados. Placas, equipamentos, fiação, proteções, luzes, enfim,, o prédio está adequado para situações emergenciais. Contudo, como houve mudanças
inesperadas e que fogem do controle da Secult, está sendo preciso esperar mais
alguns meses.
CONFIRA A SEGUIR FOTOS DE INVESTIMENTOS JÁ REALIZADOS E DE
OUTROS QUE PRECISAM SER FEITOS, COMO NOVOS CORRIMÕES E GRADES NA PLATEIA DO
TEATRO PASCHOAL CARLOS MAGNO
