Operações da gastronomia e hotelaria de Novo Hamburgo se aliam a projetos culturais para promover a região

Novo Hamburgo é um grande polo regional para realização de shows, espetáculos e eventos de grande porte. Atrações culturais e artísticas, seminários e palestras ocorrem quase que diariamente na Capital Nacional do Calçado. Isso representa oportunidades para diversos setores da economia. Dois segmentos em especial vêm aproveitando para estreitar relacionamentos e formar boas parcerias: gastronomia e hotelaria.

Segundo levantamento do SindGastrHô (Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria de Novo Hamburgo,Estância Velha, Campo Bom, Sapiranga, Ivoti e Dois Irmãos), 12 associados da entidade têm aderido de forma constante em promoções, seja como patrocinador ou apoiador. “Isso mostra como nossos empresários estão atentos às oportunidades. É um processo de crescimento contínuo, pois o número de eventos cresce em nossa região de atuação. Consideramos um caminho positivo para visibilidade dos negócios”, comenta o presidente do SindGastrHô, César Silva.

O Mais Pastel, com três endereços em Novo Hamburgo, participa constantemente de promoções culturais. “A Mais Pastel acredita que ser parceiro em eventos culturais ajuda a difundir nossa região como um todo, fomentando clientes para rede hoteleira, restaurantes, comércios em geral”, destaca o diretor Wilson Paiva. Ele avalia de forma positiva essa onda de promoções e destaca as oportunidades que surgem. “Somos a favor de grandes eventos. É a chance que temos de nos reinventar “pós calçado” e mostrar nossa cidade aos de fora também, atraindo inclusive novos investimentos e trazendo receitas ao município como um todo”, completa.

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O Olé Armazém Mexicano trabalho, desde sua inauguração, o conceito gastronomia, cultura e entretenimento. “Sempre estivemos vinculados a eventos culturais, em diferentes frentes, de diferentes expressões de arte, em eventos de pequeno, médio e grande porte. A cultura e a arte estão presentes dentro do Ole com uma agenda mensal com Noites Tematicas Olé. Fora, apoiamos espetáculos, principalmente no teatro Feevale”, frisa o proprietário Ivo Rizzardi. Ele traz um olhar sobre a mudança de perfil que Novo Hamburgo vem experimentando. “A cidade entrou para o cenário nacional como um polo que cultiva a cultura e oferece entretenimento além de seus artistas locais. No médio e no longo prazo, muitas cabeças se abrem para novas ideias, novas experiências, novas emoções. E se dão conta que isto é fundamental para a formação sócio cultural de um povo”, completa.

O produtor Eduardo Holmes tem algumas parcerias de longa data que viabilizam a realização de eventos em Novo Hamburgo. Mas ele destaca que a cidade tem potencial para muito mais. “Felizmente, algumas operações compreendem a importância de termos espetáculos sendo realizados no município e quanto isso representa para toda economia”, analisa. Holmes salienta um fator positivo para o município e que deve servir de impulso para ampliação de parcerias. “Faço isto há muito tempo em Novo Hamburgo e vejo que, com a vinda do Teatro Feevale cresceram muito as possibilidades. O que precisa avançar é mentalidade das pessoas em relação ao imediatismo, varejo, bastantão e retorno imediato”, comenta.

A gerente do Teatro Feevale, Patrícia Scossi, avalia de forma positiva a aproximação dos setores da hotelaria e gastronomia. “O teatro busca sempre divulgar para os produtores parceiros os estabelecimentos da cidade e região. O engajamento depende do produtor. Em alguns casos o sucesso é garantido, como no Conexão Primeiro Passo que levou seus palestrantes e equipe para o Olé Mexicano, Mais Pastel e Fortuno! Nem sempre precisamos de cortesias, mas um valor diferenciado, reservas e um atendimento especial para os ilustres convidados”, comenta. “Desde a implantação do teatro temos realizado um trabalho de formação de plateia. O teatro completa cinco anos em setembro e já conseguimos identificar que somos referência nacional como espaço cultural de qualidade, apto a receber eventos de variados portes”, reforça Patrícia. “Cultura é receita de formação de uma comunidade, mas também é um negócio. Ele precisa ser atrativo para a empresa, o produtor e para a comunidade. Temos a chance histórica de reforçar cada vez mais esse aspecto”, finaliza César Silva.

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