Os
dois ciclos de aceleração organizados pela Ventiur e apoiados pelo
Feevale Techpark selecionaram onze empresas emergentes que, no total,
receberam um aporte de R$ 2 milhões para o empreendimento
decolar.
Esse recurso foi captado com 44 pessoas físicas e jurídicas
que formam um fundo. Conforme explica o coordenador do Feevale Techpark, Gustavo Piardi dos Santos, todos investem em conjunto, dividindo o
risco e os ganhos advindos da carteira de startups,
Cada
ciclo inicia-se com o warmup, etapa de pré-aceleração que dura dois
finais de semana. Ela é composta por workshops sobre diferentes temas e
conta com apoio de mentores pertencentes ao
grupo de investidores. Nessa fase, ocorre a avaliação em profundidade
dos negócios e do perfil dos empreendedores, que recebem orientação de
como se organizar para crescer.
Ao final dessa etapa, elas participam de
um pitch day, quando são escolhidas as iniciativas
que recebem investimentos individuais de até R$ 200 mil – valor que
serve para impulsionar os novos negócios.
Todas
as empresas selecionadas já devem estar instaladas ou se instalar no
Feevale Techpark – unidades de Campo Bom e/ou Novo Hamburgo. Conforme Santos, isso aumenta a segurança do negócio.
“Esses investidores querem transformar
o Vale do Sinos. Com isso, conseguimos reter recursos humanos
qualificados na região”, afirma a diretora de Inovação da Feevale,
Daiana de Leonço Monzon.
O
processo de aceleração das empresas se estende por cerca de seis meses.
Além do permanente acompanhamento da equipe do parque tecnológico e de
professores da Universidade Feevale, mensalmente
ocorrem encontros com investidores e com profissionais do mercado.
Santos destaca que, neste percurso, os empreendedores vão amadurecendo
e, portanto, as questões se tornam mais complexas. Isso explica a
relevância do compartilhamento de experiências e das
orientações ocorridas nesses encontros.
O
primeiro ciclo iniciou-se em maio de 2017, e o segundo, em janeiro
deste ano. Nos dois processos, houve 336 startups inscritas, e 42 foram
chegaram ao warmup. Das 25 finalistas, 11 foram
selecionadas e 10 seguem participando do processo de aceleração:
Alexxo, Alu, BioIn, Criativando, Minha Escola, Pix Midia, Price Survey,
Studio 360, Tra$hin e Whatsshare. “Elas representam muito bem as áreas
de atuação do Feevale Techpark”, avalia Daiana.
O
papel do Feevale Techpark nos ciclos é mediar, fazer com que o
empreendedor se desenvolva dentro da universidade e tenha acesso a
recursos para transformar a sua ideia em negócios. Com
o processo, pretende-se viabilizar investimentos nas startups incubadas
no parque tecnológico. “Nosso compromisso com as empresas e a sociedade
é criar novos negócios e oportunidades, transformar conhecimento em
PIB”, afirma o reitor da Feevale, Cleber Prodanov.
O grupo de investidores que atua no Feevale Techpark é liderado pela
Ventiur, uma das principais aceleradoras do país.
EMPRESAS PARTICIPANTES
Primeiro ciclo
Alexxo: empresa ligada à indústria 4.0 e à Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT). Desenvolve
hardwares e softwares para fábricas e indústrias que permitem conectar máquinas e equipamentos à nuvem em tempo real.
Alu: plataforma de aluguéis que digitaliza e automatiza a operação de locação para que ela fique na mão
dos envolvidos.
Criativando:
focada na comercialização online de produtos personalizados com arte.
Seu site é um marketplace
para criativos, onde são possíveis trocas de ideias e experiências e,
principalmente, exposição e aplicação de trabalhos em itens de decoração
personalizados.
Pix Midia: focada no desenvolvimento de software para Digital Signage. O software IMidiaTV permite o gerenciamento
de programações de TV e tem aplicação em comunicação corporativa, salas de espera, publicidade e varejo.
Segundo ciclo
BioIn: empresa de biotecnologia e TI. Atua no setor agrícola, com foco no monitoramento e controle biológico
de pragas agrícolas.
Minha Escola: plataforma de comunicação escolar e de meios de pagamentos que facilita a comunicação, reduz
a inadimplência e aumenta o engajamento da comunidade escolar.
Price Survey: empresa de data mining (mineração de dados) que fornece informações seguras e rastreáveis
sobre o preço do produto, promoções e posicionamento de gôndolas em lojas de varejo, em tempo real.
Studio 360: tem o objetivo de transformar a forma como os integrantes do mercado imobiliário interagem
entre si, aproximando corretores, cliente final, incorporadoras e urbanizadoras.
Tra$hin: conecta geradores de resíduos a associações e cooperativas de reciclagem, operando as coletas
de forma gratuita, rastreando os resíduos e remunerando a todos.
Whatsshare: plataforma digital que transforma o WhatsApp em uma ferramenta de vendas, ajudando empresas
a conquistarem novos clientes, organizando seus times e monitoran
