Casa da Lomba passará por restauração e permanecerá fechada por tempo indeterminado

Novo Hamburgo vem tentando preservar parte do seu patrimônio
histórico antes que ele desapareça por completo.

Os últimos anos foram de omissão por parte do Poder Executivo e também da fiscalização do Poder Legislativo – a Câmara de Vereadores.

Desta forma, são bem-vindos casos como a
recuperação da antiga Semec 2 (inauguração 2m 2018), a renovação do Monumento ao Imigrante e o
projeto para a iniciativa privada patrocinar a revitalização da pintura externa
em prédios públicos municipais, constituídos como equipamentos culturais,
inventariados ou tombados em âmbito nacional, estadual ou municipal.

É fato: comunidade
que não reconhece e cuida do passado jamais preservará o presente.

Mantendo este pensamento, um outro patrimônio histórico do município será
restaurado pela Prefeitura de Novo Hamburgo. Localizada na rua João Aloysio
Allgayer, no bairro rural hamburguense, a Casa da Lomba foi tombada no ano de
1992 e o avançado estado de deterioração motivou o Executivo a decidir por
intervir no prédio e resgatar esta parte da história da cidade.

Um projeto para a captação de recursos está em fase de elaboração. São
estimados investimentos em torno de R$ 500 mil para a recuperação plena do
espaço, que deverá seguir orientações e metodologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), por
tratar-se de edificação tombada pelo patrimônio histórico, utilizando mão de
obra especializada e materiais com qualidade certificada.

As atividades desenvolvidas na Casa da Lomba foram alocadas em outros espaços
de Lomba Grande e o prédio ficará fechado até a conclusão da restauração, sem
prazo definido.

CASA DA LOMBA

A Casa da Lomba é um importante lugar histórico da cidade. A primeira parte da
casa foi construída no ano de 1860 por meio de uma mobilização dos moradores e
da comunidade religiosa, que utilizavam o local como salão paroquial e escola,
inclusive sendo um dos primeiros colégios do Rio Grande do Sul.

Em 2011, a
Prefeitura adquiriu o imóvel. Atualmente, a Casa era utilizada como espaço
multicultural.

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