10 de dezembro de 2020.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, está em Porto Alegre. Ele inaugurou a nova ponte do Guaíba, uma alternativa aguardada há anos pelos gaúchos, como alternativa ao antigo vão móvel do Guaíba. A obra da ponte teve início no governo Dilma Rousseff, seguiu com Michel Temer e foi inaugurada por Bolsonaro.
10 de dezembro de 2021.
Um ano após inaugurar a ponte, o governo federal abandona as obras complementares de quatro alças. As intervenções estão inacabadas, com diversos materiais espalhados. Parte da estrutura está largada em sinais de abandono – recursos públicos.
Nas últimas semanas, a reportagem do Portal Martin Behrend começou a ser questionada por leitores sobre as obras que integram e complementam a nova ponte do Guaíba, em Porto Alegre. Quem circula pelo trecho percebe que nada está ocorrendo no local.
São quatro alças que precisam ser concluídas – estão pela metade, num cenário de abandono.
Confira algumas das mensagens enviadas por leitores.
“Sabes o que houve no local? Está tudo abandonado?”;
“O presidente Bolsonaro inaugurou e, agora, deixou pela metade”;
“Poderia descobrir se tem alguém cuidando dos materiais que foram deixados no local? Parece não ter ninguém cuidando”.

Em busca de esclarecimentos, a reportagem do Portal Martin Behrend entrou em contato com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT). Foi enviado o seguinte posicionamento.
“Em
relação à continuidade das obras, visando a conclusão dos quatro ramos
de acesso, na chegada a Porto Alegre o DNIT aguarda definições do
Ministério da Infraestrutura sobre concessão.
Questionamentos sobre a concessão devem ser direcionados ao próprio Ministério.”
A reportagem não conseguiu contato com o Ministério da Infraestrutura.
VALORES
Segundo o jornal Zero Hora, em reportagem do jornalista Jocimar Farina publicada nesta segunda-feira (13), faltam recursos para terminar a obra. Faltariam, pelo menos, R$ 200 milhões para a transferência de famílias que residem no local e investimentos complementares. A obra já absorveu, até o momento, quase R$ 800 milhões.
Ainda, conforme a reportagem, o Ministério da Infraestrutura destacou que as alças serão finalizadas somente quando a iniciativa privada assumir a concessão que está sendo elaborada envolvendo a BR-116 e a BR-290.
Ou seja, vai muito tempo ou anos, pois apenas para concluir as alças se estima de oito a dez meses. Até lá, os gaúchos seguirão convivendo com o cenário das obras pela metade.

























