Pouco mais de 12 horas após o anúncio oficial, muitos
torcedores do Esporte Clube Novo Hamburgo (ECNH) ainda estão tentando assimilar
a mudança do palco da decisão do Gauchão 2017. Como a diretoria do clube não
conseguiu apresentar até esta terça-feira os laudos necessários confirmando a
liberação do Estádio do Vale com a capacidade mínima exigida pelo regulamento
da competição, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), Chico
Noveletto, confirmou o Estádio Centenário como local da partida decisiva entre
Noia e Inter, domingo, às 16 horas, em Caxias do Sul. O Noia de melhor campanha
em toda competição vai decidir o título fora de casa.
O presidente do Novo Hamburgo, Juarez Radaelli, não tem
dúvidas: a diretoria fez tudo que estava ao seu alcance para liberar o Estádio
do Vale. “Contratamos a mesma empresa que colocou as arquibancadas para o Inter
atuar aqui no estádio e que também instalou as arquibancadas no Estádio Bento
Freitas, do Brasil de Pelotas”, relata. “Essa empresa tem toda capacidade e
tinha a documentação e as questões técnicas para montar as estruturas”,
completa.
Segundo Radaelli, o Corpo de Bombeiros exigiu um laudo
complementar do solo e também fez algumas exigências extras que estavam sendo
atendidas pelo clube. “A lei mudou e precisaríamos colocar barras anti-pânico
nos portões. A empresa contratada iria fazer essa alteração gratuitamente para
a final. Estava tudo planejado e o presidente da FGF foi informado”, relata
Radaelli.
Questionado se o Novo Hamburgo demorou para se mexer, o
presidente anilado conta que o clube agiu dentro dos prazos. As arquibancadas
que foram colocadas para o jogo contra o Grêmio na semifinal – mas não foram
liberadas para aquele confronto – aumentaram a capacidade do estádio em mais 3.700 lugares. Somados
aos 5.500 oficiais, o estádio teria 9.200. “Sabíamos que teríamos de aumentar
as arquibancadas depois do jogo do Grêmio, já que a final exigia no mínimo
10.000 lugares. Mas não fizemos toda estrutura antes em função da aprovação dos
projetos. Olha o valor que custaria aumentar para 12 mil ou 15 mil lugares e
não sair o jogo”, detalha. “Certamente vamos ter de pagar a empresa, já que
todo esse material veio de Caxias do Sul. O clube estava atendendo todas as exigências
e se teve alguma ação mais cautelosa foi para evitar prejuízos com
alguma intervenção desnecessária”, explica, reforçando que o problema para
liberar o Estádio do Vale não foram as arquibancadas, mas outros detalhes.
Segundo Radaelli, o clube se reuniu com o Corpo de Bombeiros
em 25 de abril – dois dias após o jogo com o Grêmio. No dia 27 de abril,
apresentou o projeto para a decisão. Ontem, 2 de maio, veio o pedido de novas
alterações, que estavam sendo executadas pelo clube. Contudo, a FGF entendeu
que existia um risco. “Tem coisa de outro mundo nessa decisão”, desabafa. Com
isso, a final deixou o Estádio do Vale para ser realizada no Estádio
Centenário. A reportagem do Portal Martin Behrend entrou em contato com o Corpo de Bombeiros de Novo Hamburgo. A informação recebida é que o comandante da corporação estará no local pela tarde.

























