Proibir cerveja com álcool nos estádios gaúchos foi mais uma vitória da minoria e da incompetência do Estado. Era a minoria de bêbados e arruaceiros que enchia a cara e criava tumulto nos estádios – no meio de 50 mil pessoas, 30 bêbados iniciavam a confusão. E aí entra a incompetência do poder público. Ao invés de punir os 30 bêbados, os outros 49.970 foram impedidos de tomar sua ceva gelada.
O deputado estadual Miki Breier (PSB) é o autor da Lei 12.916 que vigora desde abril de 2008 proibindo a comercialização de bebidas alcoólicas no Rio Grande do Sul. A lei foi humilhantemente atropelada na Copa do Mundo, já que um dos patrocinadores do Mundial era a cerveja Budweiser. Miki pegou sua lei, enrolou bem enroladinha e assistiu a uma Copa com muita cerveja dentro dos estádios e praticamente nenhum tumulto. Sim, cerveja e futebol combinam – quando as leis e as autoridades funcionam e trabalham.
Só que esta lei do deputado Miki Breier está sendo aplicado em grandes estádios, com policiais, câmeras, grades, saídas de emergência, entre outros detalhes. Mas e os estádios e campos de várzea, como ficam?
Recebi relato de um hamburguense incomodado com
gente indo acompanhar os jogos do Campeonato Municipal de Novo Hamburgo e enchendo a cara. Mas não só com cerveja: é vodca, uísque, cachaça – se bobear, tomam até querosene! Segundo este cidadão, que é fervoroso torcedor do Esporte Clube Novo Hamburgo e seguido está no Estádio do Vale, dia desses o trago subiu pra cabeça de um torcedor, tinha gente armada, teve tiro para o alto e por pouco não termina em tragédia.
A lei do deputado Miki Breier é muito bonitinha para os grandes estádios – mas e o resto do futebol pelo Estado, como fica? Ah, se as autoridades trabalhassem corretamente e a lei punitiva aos baderneiros fosse aplicada, certamente teríamos a cerveja que tanto alegra 99% dos torcedores. Agora, cerveja, uísque, vodca, pinga e seja lá o que for, só no alambrado da várzea. E abaixa porque lá vem tiro!
























