Em 20 de junho de 2025, uma reportagem do site GE trouxe a seguinte manchete: “Estádio vai a leilão por R$ 16 milhões, e clube do RS onde jogou Diogo Nogueira pode ser extinto”.
A matéria destacava o drama do Esporte Clube Cruzeiro, campeão gaúcho de 1929 e primeiro time do Rio Grande do Sul a fazer excursões na Europa. O clube foi fundado em 1913 e seu estádio, a Arena Cruzeiro, está localizado em Cachoeirinha.
A reportagem trouxe diversos detalhes sobre as dívidas do clube e muitas incertezas no horizonte – o conteúdo do GE pode ser relembrado aqui: https://ge.globo.com/rs/futebol/noticia/2025/06/20/estadio-vai-a-leilao-por-r-16-milhoes-e-clube-do-rs-onde-jogou-diogo-nogueira-pode-ser-extinto.ghtml .
REVIRAVOLTA
Nesta semana, o cenário envolvendo o patrimônio do Cruzeiro teve uma reviravolta.
A Justiça aceitou o pedido de processamento de Recuperação Judicial feito pela tradicional agremiação. O marco decisivo é fruto de uma atuação do escritório LBP Advocacia Corporativa, que em conjunto com a nova diretoria executiva do clube conseguiu reverter a situação crítica em que a instituição se encontrava.
A decisão, assinada em 1º de abril de 2026 pelo Juiz de Direito Max Akira Senda de Brito, da Vara Regional Empresarial da Comarca de Porto Alegre, determina a suspensão de todas as ações ou execuções contra o clube pelo prazo de 180 dias. O magistrado também estabeleceu a vedação de qualquer ato de constrição judicial sobre os bens essenciais à atividade do clube, garantindo a proteção necessária para a reestruturação.
ESTRATÉGIA
O trabalho da nova diretoria dxecutiva, por meio do seu presidente, Glênio Rodrigues Cordeiro — que acreditou na reversão do cenário desde o primeiro momento —, somado à expertise técnica do escritório LBP, foi fundamental para o sucesso do pleito. A reestruturação exigiu, inicialmente, uma atuação rápida da banca jurídica para suspender o leilão do principal ativo do clube: a Arena Cruzeiro.
Desde o início, a equipe da LBP esteve comprometida em identificar os desafios financeiros e organizacionais, enfrentando dívidas que superavam os R$ 9 milhões. A elaboração do plano de trabalho exigiu análise minuciosa para garantir uma recuperação robusta e a sustentabilidade a longo prazo do Cruzeiro.
Para a advogada Marlise Lamaison Soares, a aceitação do pedido pela Justiça valida a estratégia de soerguimento adotada: “A Recuperação Judicial é o instrumento que confere ao Cruzeiro o fôlego necessário para honrar seus compromissos de forma organizada, preservando sua história e sua função social enquanto se moderniza administrativamente”.
O deferimento representa uma nova era para o “Estrelado”. Além de possibilitar a reestruturação das dívidas, permitirá ao clube focar em seu desenvolvimento esportivo e institucional, servindo como base sólida para futuros investimentos. A decisão fixa agora o prazo de 60 dias para a apresentação do Plano de Recuperação Judicial detalhado.
























