A torcida brasileira vem dando um show nos Jogos Rio 2016. O
público está lotando arenas, vibrando com cada ponto ou conquista e aplaudindo
como forma de reconhecimento os brasileiros que ficaram pelo caminho. Tirando
episódios pontuais envolvendo vaias ou bate-boca entre exaltados, a energia das
arquibancadas está sendo elogiada. No meio da multidão em verde e amarelo,
torcedores de Novo Hamburgo fizeram a sua parte para incentivar e empurrar
nossos representantes rumo às medalhas.
A reportagem do Portal Martin Behrend convidou cinco
hamburguenses para relatar suas experiências nos Jogos Olímpicos e trazer
detalhes da Rio 2016. Cada um dedicou um tempo especial e viajou ao Rio com
diferentes expectativas. São eles: Luciano Hennemann, Diego Campello, Jorge
Sperb, Daniel Becker e Victor Hugo Korbes. Confira a seguir as avaliações.
Luciano Hennemann, 41 anos | Corretor imobiliário
Ficou seis dias no Rio. Foi acompanhado da esposa, Andrea de
Moraes Hennemann, e do filho, Vicente de Moraes Hennemann. Assistiu ao futebol,
tênis, vôlei e vôlei de praia. “De forma geral, o destaque positivo foi a
diversidade de culturas num mesmo local e as arenas. Como destaque negativo, a
falta de informações e a alimentação nas arenas”, analisa. E qual imagem que
fica na memória? “Arena do vôlei de praia, unindo o esporte (o jogo), a
natureza (o mar) e as pessoas (a torcida).
Jorge Sperb, 59 anos | Advogado e bancário
Ficou um dia nos Jogos. Foi sozinho. Viu de perto tênis,
natação e tênis de mesa. Ele define os Jogos da seguinte forma: “É a Disney dos
esportes”. Ele faz sua avaliação positiva sobre dois pontos: “A questão dos
transportes e deslocamentos surpreendeu. Claro que é longe, mas a integração de
trem e ônibus funcionou bem. Além disso, a segurança foi grande. Nem parecia
que estava no Brasil. O ambiente era de grande alegria e tranquilidade”,
explica. Em relação ao que poderia ser melhor, ele avalia a alimentação. “Claro
que para os brasileiros os valores estavam caros, mas se pensarmos que muitos
ali recebem em dólar ou euro, não ficou fora da realidade de muitos visitantes”,
comenta.
Daniel Augusto Becker, 39 anos |Educador físico
Ficou três dias no Rio e foi junto com seu filho Eduardo
Lachnit Becker, 11 anos. Acompanhou canoagem slalom, basquete masculino e
handebol masculino. “Estava tudo muito organizado e funcionando muito bem.
Transporte público, segurança, arenas, parque olímpico, jogos do mais alto
nível, além de um astral nota 10. Experiência única e inesquecível”, elogia. Em
relação ao que poderia ser melhor, dois detalhes: “Preço alto na alimentação
dentro do parque olímpico e o metrô que funcionava até 1 da manhã, portanto,
quem assistia à última rodada no parque olímpico precisava voltar de ônibus.” E
o que ficará guardado para sempre na memória? “Para quem trabalha com esporte
como eu, assistir aos Jogos Olímpicos é, sem dúvida, ver o que há de melhor em
nível técnico, em organização, em competitividade e confraternização. Tenho
certeza que esta experiência ficará pra sempre na memória do meu filho e na
minha.”
Diego Campello, 31 anos | Empresário da construção civil
Está por sete dias no Rio de Janeiro. Foi com a esposa e
mais três casais. Tentaram entrar nos jogos de tênis, mas não tinha mais
ingressos. Acompanhou jogos de handebol. “O parque olímpico é muito legal,
todos as arenas são demais, a infraestrutura muito boa, porém o acesso é um
pouco complicado, toda hora tem uma via diferente fechada, que muda toda a rota”,
avalia.
Victor Hugo Korbes, 63 anos | Engenheiro
Foi com a esposa Cristina Beiriz. Ficaram hospedados na
residência de Regina Beiriz e Luiz Ritzel. Assistiu ao futebol, vôlei de praia,
vôlei de quadra e ciclismo de estrada. “De maneira geral, funcionou muito bem.
Dentro das possibilidades do Rio e do Brasil. As arenas são muito lindas. Em
relação ao que não foi tão legal, está o tempo de locomoção com transporte público
e controle demorado no check-in das modalidades, além do metrô estar fechando
antes de terminar algumas modalidades”, avalia. E fica algo para recordar? “Eu
tive a oportunidade de assistir aos Jogos de Munique, em 1972, e morro de saudades
até hoje. Não tem brasileiro ou estrangeiro que não baba quando está no Rio. O
astral está maravilhoso”, completa.
CONFIRA A SEGUIR UM PEQUENO ÁLBUM DE FOTOS DOS CINCO HAMBURGUENSES NOS JOGOS RIO 2016
























