Esta resposta seria rápida há 10 anos. Mesmo assim, demandaria uma análise profunda e uma avaliação do contexto e das alternativas.
Atualmente, está mais complexo respondê-la. Além do caos e da incerteza do mundo atual, temos uma enxurrada de possibilidades que levam a muitos se defenderem no seu “cantinho” atual, evitando uma reflexão franca e uma mudança necessária em seu ser.
O cantinho quentinho da segurança no trabalho está muito próximo de ser extinto. A inteligência artificial escancara as ineficiências, as duplicidades e a falta de resultado consistentes.
Por mais “amigo” que você seja de quem tem o poder de decisão, não há amizade que resista a um conjunto de informações coerentes.
Não há canto seguro que resista a uma ampliação de produtividade sem precedentes. É isso que a I.A. faz nas empresas: amplia a sua capacidade de operação exponencialmente. Além das tarefas repetitivas, tarefas criativas e decisões mais amplas que podem ser tomadas em conjunto com a I.A: a criação de conteúdo, a análise de dados complexos para decisões estratégicas, a criação de vídeos, roteiros, filmes e programações.
Experimente perguntar a qualquer I.A. o que os grandes nomes da humanidade fariam naquela situação. Você receberá respostas como se fosse um conselho de administração. Pode-se solicitar, ainda, cases, dados, pesquisas e um planejamento em torno da decisão.
Então, o que fazer?
Encarar de frente as suas deficiências e ampliar o investimento em suas qualidades. Além disso, se requalificar de acordo com as tendências atuais e futuras. Seu papel aparecerá!
Estamos nos tornando cíbridos em um mundo figital (um mundo físico e on-line sem separação, com tecnologias que ampliam nossas capacidades).
Aproveite para surfar nesta onda ao invés de lutar contra a maré!
E o que nos resta?
Ser humanos, em essência. Ampliando o uso de nossa capacidade nexialista e ambidestra. Traduzindo: nossa capacidade de integrar diferentes domínios e operar simultaneamente no presente e no futuro.
Uma mescla do uso de nossa criatividade, sono, pensamento crítico, pensamento analítico, repertório, experiência, flexibilidade mental, senso de oportunidade, pensamento estratégico, estrutura psicológica, cerebral e a liberação de nosso jardim de infância interior. Como assim?
Ainda há em nós aquela criança que não foi impactada pelo bullying, pelas regras da sociedade, pela educação restritiva, pelas regras de alguém e pela cultura de uma região.
Ela está livre de ideias preconcebidas e limitações mentais. Ela é o nosso futuro, em minha opinião.
Para que ela apareça, é necessário muito autoconhecimento, inteligência emocional, reflexão, discernimento e coragem em ser o que é impensável para o “status quo” da sociedade atual. Em suma: expor nossa singularidade sem limitações. Somos únicos.
Os pioneiros são aqueles que estão descolados do mundo e conectados a si em grau máximo, aprendendo a se relacionar com respeito e fraternidade com todos.
Parece antagônico, mas é só se perguntar: quem é completamente diferente hoje em dia?
Alerta: seu papel mais original está lhe esperando antes que alguma IA se antecipe neste tema.
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Artigo publicado no portal Martinbehrend.com.br

























