O equilíbrio entre o impulso e a disciplina da entrega

A excelência profissional reside na capacidade de demonstrar proatividade para começar (iniciativa) e disciplina para finalizar (terminativa)

José Cruz/Agência Brasil

A iniciativa não é apenas começar; é a proatividade de identificar uma necessidade, propor uma solução e mover o projeto ou a tarefa do estado de inércia para o estado de ação.

É a capacidade de começar algo sem ser solicitado, de dar o primeiro passo e assumir a responsabilidade pelo impulso inicial. É preciso ter:

É correr o risco de iniciar o impensável. A iniciativa é facilitada quando nosso propósito pessoal está em “consonância” com a filosofia da empresa. Em resumo: nosso sucesso pessoal acontecerá e a empresa recebe o benefício diretamente.

O que acontece na maioria das vezes é uma chuva de ideias sem uma conexão real com a pessoa e com o negócio. São aquelas pessoas que têm a iniciativa de trazer ideias, mas não querem ou não sabem como transformá-la em algo concreto, uma falha na transição da iniciativa para a terminativa.

Terminativa: a disciplina da entrega

É bem simples: terminar o que começou. É transformar a ideia em um projeto, envolver as pessoas e apresentar uma solução coerente com o problema inicial. É onde o esforço se transforma em resultado. Parece fácil. Mas não é.

Há várias habilidades envolvidas:
Há um elemento fundamental aqui: a persistência. Ela é vital, pois a terminativa é onde a maioria dos projetos enfrenta obstáculos reais e a burocracia, exigindo resiliência.
A Relação indissociável entre as fases

Iniciativa sem Terminativa é energia desperdiçada; é começar várias tarefas e não concluir nenhuma, resultando em “trabalho quase pronto” e perda de produtividade.

Terminativa sem Iniciativa é impossível, pois não há o que finalizar.

A excelência profissional reside na capacidade de demonstrar proatividade para começar (iniciativa) e disciplina para finalizar (terminativa), fechando o ciclo do valor.

 

Metodologias facilitadoras

Há várias metodologias que fundamentam este processo: o design thinking, lean UX, agile, growth hacking, ou seja, o lean startup em si. Dentre outras, tais como o PDCA (Plan-Do-Check-Act).

Sempre cito uma afirmação de uma liderança empresarial conhecido no Rio Grande do Sul: quando alguém lhe trouxer uma ideia, pergunte se a pessoa já aplicou o PDCA. Esta metodologia foi criada há mais de 100 anos atrás, e ganhou visibilidade com Demming, desde 1950.

Se formos integrar o PDCA com o Scrum, metodologia muito utilizada atualmente, teremos:

 

Os principais pontos de convergência são:
Uma boa terminativa advinda de uma ótima iniciativa passa pelo uso de métodos de integração entre os dois opostos. Um profissional qualificado as utiliza como ponte a boas realizações.
Costumo perguntar: de que lado você está? Daqueles que atrapalham ou que criam soluções?
Conclusão

Com a ampliação do uso da IA, criar soluções se tornou uma commodity. A diferença está em quem consegue entregar originalidade, valor e utilidade ao mercado: criar, captar e entregar.

Antes de pensar em dar uma ideia à sua liderança ou ao mercado, aplique o PDCA. Escute seus pares. Colabore. Construa. Experimente. Valide com quem irá utilizar.

A terminativa não apenas conclui projetos, ela pode impulsionar novas iniciativas em benefício da sua carreira e negócio.

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