A iniciativa não é apenas começar; é a proatividade de identificar uma necessidade, propor uma solução e mover o projeto ou a tarefa do estado de inércia para o estado de ação.
É a capacidade de começar algo sem ser solicitado, de dar o primeiro passo e assumir a responsabilidade pelo impulso inicial. É preciso ter:
- Visão
- Coragem
- Proatividade
- Senso de oportunidade
- Pensamento estratégico.
É correr o risco de iniciar o impensável. A iniciativa é facilitada quando nosso propósito pessoal está em “consonância” com a filosofia da empresa. Em resumo: nosso sucesso pessoal acontecerá e a empresa recebe o benefício diretamente.
O que acontece na maioria das vezes é uma chuva de ideias sem uma conexão real com a pessoa e com o negócio. São aquelas pessoas que têm a iniciativa de trazer ideias, mas não querem ou não sabem como transformá-la em algo concreto, uma falha na transição da iniciativa para a terminativa.
Terminativa: a disciplina da entrega
É bem simples: terminar o que começou. É transformar a ideia em um projeto, envolver as pessoas e apresentar uma solução coerente com o problema inicial. É onde o esforço se transforma em resultado. Parece fácil. Mas não é.
- Atenção aos detalhes
- Disciplina,
- Organização,
- Comunicação efetiva
- Foco na entrega de valor.
Iniciativa sem Terminativa é energia desperdiçada; é começar várias tarefas e não concluir nenhuma, resultando em “trabalho quase pronto” e perda de produtividade.
Terminativa sem Iniciativa é impossível, pois não há o que finalizar.
A excelência profissional reside na capacidade de demonstrar proatividade para começar (iniciativa) e disciplina para finalizar (terminativa), fechando o ciclo do valor.
Há várias metodologias que fundamentam este processo: o design thinking, lean UX, agile, growth hacking, ou seja, o lean startup em si. Dentre outras, tais como o PDCA (Plan-Do-Check-Act).
Sempre cito uma afirmação de uma liderança empresarial conhecido no Rio Grande do Sul: quando alguém lhe trouxer uma ideia, pergunte se a pessoa já aplicou o PDCA. Esta metodologia foi criada há mais de 100 anos atrás, e ganhou visibilidade com Demming, desde 1950.
Se formos integrar o PDCA com o Scrum, metodologia muito utilizada atualmente, teremos:
- P – Planejamento: Planejamento da Sprint;
- D – Executar: Execução da Sprint;
- C- Checar: Reunião de revisão da Sprint e teste;
- A – Agir: Reunião de retrospectiva da sprint e ajustes no back log.
- Iteração e Melhoria Contínua: o PDCA é o mecanismo fundamental da melhoria contínua. As metodologias ágeis adotam essa filosofia ao usar Sprints curtas e repetitivas, onde cada ciclo é uma aplicação do PDCA. O objetivo não é apenas entregar um produto, mas também melhorar o processo de entrega a cada iteração.
- Foco no Feedback: tanto o Check (Checar) do PDCA quanto os eventos ágeis de Revisão (para o produto) e Retrospectiva (para o processo) são desenhados para capturar feedback rápido. Isso minimiza o risco e garante que o trabalho permaneça alinhado com o valor do cliente.
- Decisões Orientadas por Dados: o PDCA força a medição (Check) para que a próxima ação (Act) seja baseada em dados reais, e não em suposições. Nas metodologias ágeis, isso se manifesta na medição da Velocity (velocidade da equipe) e na inspeção do incremento.
Com a ampliação do uso da IA, criar soluções se tornou uma commodity. A diferença está em quem consegue entregar originalidade, valor e utilidade ao mercado: criar, captar e entregar.
Antes de pensar em dar uma ideia à sua liderança ou ao mercado, aplique o PDCA. Escute seus pares. Colabore. Construa. Experimente. Valide com quem irá utilizar.
A terminativa não apenas conclui projetos, ela pode impulsionar novas iniciativas em benefício da sua carreira e negócio.
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