Neste domingo (3), a comunidade de Lomba Grande vai promover uma das celebrações mais tradicionais do município: a Festa do Colono. Homenageando os agricultores de Novo Hamburgo, o evento tem entrada gratuita e é aberto à comunidade.
A programação inclui música ao vivo, gastronomia típica e atividades de integração que valorizam a cultura local. A festa promete oferecer uma programação rica em música, gastronomia típica e momentos de integração.
A programação inclui desfile típico às 9h30, almoço tradicional, música ao vivo, feira de expositores, jogos rurais e espaço kids. O ambiente é pet friendly e voltado para todas as idades. O almoço será servido na Comunidade Evangélica, ao lado do histórico Cemitério Evangélico – Estrada Martin Luther, 600.
DINHEIRO PÚBLICO
A Festa do Colono vem chamando a atenção por outro detalhe: vai receber recursos públicos. Um dos aportes confirmados foi assegurado ao prefeito Gustavo Finck pela Secretaria Estadual de Turismo (SETUR). “O secretário Ronaldo Santini compreendeu a importância cultural e econômica da Festa do Colono para o Município e não mediu esforços para garantir esse apoio”, afirmou Finck.
Ou seja, o governo do Estado vai usar o dinheiro dos impostos gaúchos para um festa em Novo Hamburgo. E isso é absolutamente normal. O Poder Público deve fomentar eventos e a cultura no Estado. Releiam o que o próprio prefeito afirmou: “A importância cultural e econômica da Festa do Colono”.
É conhecido o quanto os eventos culturais impactam positivamente as economias da cidade. Eventos promovidos pelas prefeituras atraem milhares e milhares de visitantes. Ajuda o comércio, garante empregos. Isso é óbvio.
É óbvio, mas nem tanto para o prefeito hamburguense. No ano passado, ele criou uma lei, aprovada pela maioria dos vereadores, batizada de Lei Finck. É a legislação que impede que o município aporte recursos em eventos festivos em períodos de calamidade. É o que ocorreu no ano passado, com as enchentes.
Então, num projeto populista e desconexo da realidade, a Lei Finck impede que a Prefeitura aporte recursos para fomentar estes eventos – lembram o que o prefeito falou, “A importância cultural e econômica da Festa do Colono”.
Sem poder pegar recurso público do cofre do município, o prefeito foi pegar do cofre do Estado. Como se o Rio Grande do Sul não estivesse se recuperando dos estragos das enchentes. Estradas estão sendo reconstruídas, pontes ainda não foram erguidas, casas não foram finalizadas, mas o prefeito foi pegar recurso público para festa em Novo Hamburgo. Será que as pessoas atingidas pelas enchentes e que estão sem moradias querem ver o dinheiro delas numa festa local em Novo Hamburgo?
É tanta contradição, é tanta hipocrisia, que a vergonha fica constrangida.
A Lei Finck impediu a realizada da histórica Feira Regional do Livro, a Virada Cultural, quase matou o tradicional Natal dos Sinos (saiu miúdo), não permitiu o Carnaval, deixou em silêncio a Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, entre outras ações inibidas por essa decisão. Todos estes eventos e organizações movimentam a economia, geram empregos, atraem visitantes, aumentam vendas no comércio, geram mais tributos. Alguns deles são fundamentais para manter o Centro movimentado – e esse tema, em breve, vou abordar, pois o Centro está sofrendo cada vez mais por causa da Lei Finck ter esvaziado os eventos na região, dando espaço ainda maior para a criminalidade.
Se eu sou contra recurso público para a Festa do Colono? Claro que não! Que bom que vai ter o evento com recursos públicos e também da iniciativa privada.
Eu quero minha cidade com eventos legais, com a Prefeitura incentivando a nossa economia, valorizando a nossa história. Que bom que o governo do Estado deu dinheiro! Mas isso precisa vir da Prefeitura! Olhem as cidades ao lado: estão tomadas de eventos com recursos das prefeituras. E por que as prefeituras investem em eventos? A resposta é a fala do prefeito Finck: “A importância cultural e econômica”…
É bom lembrar: a Lei Finck foi aprovada por vários vereadores. O ex-vereador e atual prefeito não fez isso sozinho. Inclusive, registrei em matérias os nomes de quem aprovou.
Em tempo: entre os apoiadores da Festa do Colono estão empresas e instituições como Sicredi Pioneira, Ábaco Urbanizadora, Mônaco Atacado e a New Profissionais da Imagem, que contribuem para a estrutura e divulgação da festa. No total, foram viabilizados pelos entes públicos e privados a quantia de R$ 60 mil. Parte desse valor recurso público, dinheiro dos gaúchos que ainda se recuperam das enchentes.
A Lei Finck, cada vez mais fica claro, é contraditória e constrangedora. Eventos são fundamentais para as economias. Tem festa nas cidades gaúchas todo final de semana. Com dinheiro das Prefeituras diretamente envolvidos. Com divulgação para atrair visitantes. Com dinheiro novo circulando nas cidades.
Mas, em Novo Hamburgo, a Lei Finck segue firme e forte, atuando para enfraquecer a cultura e a economia.
Que seja uma grande Festa do Colono, com dinheiro público e privado!

























