Desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil, a reportagem do Portal Martin Behrend vem destacando ações solidárias de diversas empresas a fim de colaborar com o enfrentamento ao novo coronavírus.
Os bons exemplos se multiplicam em todo o Brasil.
Com ações que vão desde doações a hospitais e profissionais da saúde até a produção de conteúdo para desenvolver e entreter pessoas durante o isolamento, muitas indústrias calçadistas promovem uma grande onda de solidariedade.
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), além de instigar as empresas a essas práticas, se orgulha das iniciativas de suas associadas. “Nosso setor está trabalhando para contribuir na prevenção da Covid-19, o que é extremamente importante para o País. Além disso, nossa Indústria está focada em diminuir os impactos da crise sobre a economia e na vida dos brasileiros”, afirma o presidente-executivo da entidade, Haroldo Ferreira.
MÁSCARAS
Algumas indústrias têm se reinventado para contribuir no atendimento de pessoas diagnosticadas com a Covid-19. É o caso do Grupo Dass, de Ivoti, que decidiu fabricar 35 mil máscaras e 450 jalecos, que serão doados a hospitais e postos de saúde. Em nota, a empresa destaca que é uma “forma de agradecimento e contribuição por tudo que os profissionais da saúde estão fazendo”.
A Klin, fabricante de calçados infantis de Birigui (SP), antes de suspender as atividades em suas quatro unidades fabris como medida de prevenção à transmissão do coronavírus, confeccionou 4 mil máscaras. Os itens foram entregues para os colaboradores e seus familiares e para instituições que atendem idosos, que são grupo de risco da doença.
E mesmo empresas que não conseguem produzir os acessórios de segurança estão buscando maneiras de ajudar. A marca Renata Mello, com sede em São João Batista (SC), por exemplo, doou 1.500 metros de sarja e 200 metros de cordão para confecção de máscaras na Bahia, onde tem fábrica.
A Kidy Calçados, também produtora de calçados infantis de Birigui (SP), está confeccionando, em suas unidades de Birigui e Piacatu (SP), 35
mil máscaras para doar à Secretaria de Assistência Social de Birigui. As máscaras
ficarão prontas nesta quinta-feira, 2 de abril, e devem começar a ser
distribuídas na sexta-feira, 3 de abril.
DOAÇÕES
Outra maneira do setor calçadista ajudar é fazendo o que melhor sabe: calçados. Assim, diversas empresas têm trabalhado para que não falte esse item indispensável para os profissionais de saúde.
Uma vez que a Covid-19 pode ser transmitida através de superfícies contaminadas, os cuidados com calçados e roupas são fundamentais para evitar a disseminação do vírus. A marca Boaonda, de Sapiranga, que produz calçados de segurança, doou dezenas de pares ao Hospital Municipal de Novo Hamburgo. A Paquetá, também de Sapiranga, ofertou pares de suas marcas para o Hospital Regina, em Novo Hamburgo/RS
COLABORAÇÃO
Outra maneira que as empresas encontraram para ajudar, é disponibilizando conteúdo de qualidade e informações confiáveis a seus clientes por meio de seus canais digitais. Foi o que a empresa gaúcha Dobra, de Montenegro,optou por fazer neste momento, mudando completamente o seu negócio. As medidas de isolamento social provocadas pela expansão do coronavírus fizeram com que a empresa tomasse a decisão de migrar o e-commerce da marca para uma plataforma de vídeos e cursos gratuitos voltados ao desenvolvimento de pequenos empreendedores e demais profissionais.
Antes da mudança, a maior fonte de receita na Dobra era a venda de produtos, entre eles os tênis. Como o modelo de negócio adotado pela empresa é de economia colaborativa, com a crise e redução da produção, a rede da marca, composta por costureiras, artistas, artesãos e pequenos empreendedores, ficaria comprometida. Por isso, a Dobra vai continuar pagando estes profissionais, cada um deles receberá 50% de sua renda média mensal para manter a economia girando.
No mesmo sentido, a Bibi, de Parobé, está com uma campanha na qual 10% das vendas realizadas pelo e-commerce neste período será enviado para a equipe de uma das lojas, que pode ser escolhida pelo próprio consumidor. Essa é uma medida para minimizar os impactos da crise nas 120 lojas físicas da marca, que são franqueadas e estão fechadas como medida de prevenção ao avanço do coronavírus.
Essas são algumas entre tantas outras iniciativas que despontam na indústria de calçados e colaboram na luta contra o coronavírus. A Abicalçados está atenta e apoia a união do setor em prol da prevenção da Covid-19 e da contenção da crise econômica nacional.
AREZZO E RAMARIM
O Portal Martin Behrend já havia destacado ações diferenciadas de Arezzo e Ramarim: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/id/7596/titulo/industrias-com-unidades-no-rs-produzem-mascaras-e-calcados-para-profissionais-da-saude .

























