Os Jogos Olímpico Rio 2016 forçaram a alteração da data do
44º Festival de Cinema de Gramado, mas não alteraram o ritmo crescente de
credibilidade e prestígio do como o maior evento ininterrupto do gênero no
Brasil. Foram mais de 900 filmes inscritos para a seleção. Um número recorde na
história do evento. A curadoria é assinada por Eva Piwowarski, Marcos Santuario
e Rubens Ewald Filho. O diretor artístico será Edson Erdmann.
Neste ano, o festival ocorre de 26 de agosto a 3 de setembro
– tradicionalmente, ocorria na primeira quinzena de agosto. Nesta semana, os
filmes concorrentes de sua 44ª edição foram anunciados em coletiva de imprensa
realizada em Porto Alegre. Além disso, foram reveladas duas homenagens que
deverão emocionar o público: a atriz Sônia Braga receberá o Troféu Oscarito e o
ator Tony Ramos será agraciado com o Troféu Cidade de Gramado. Outras homenagens serão confirmadas nos próximos dias pela Gramadotur, autarquia municipal que organiza os grandes eventos de Gramado.
Outra atração da programação do 44º Festival de Cinema
envolve a abertura do Museu do Festival. O empreendimento, esperado ao longo de
décadas, visa celebrar a sétima arte sob a luz do Kikito e seus melhores
filmes, diretores, atrizes e atores. Grandes momentos da história do evento
serrano estarão eternizados no Museu. Instalado ao lado do Palácio dos
Festivais e da Igreja São Pedro, o empreendimento conta uma área de 584 m². A
administração é do grupo Gramado Parks.
VALORIZAÇÃO DA COMÉDIA
A seleção de longas-metragens da 44ª edição do Festival de
Cinema de Gramado traz, além da exibição hors-concours de “Aquarius” –
apresentado no Festival de Cannes –, seis obras brasileiras e sete estrangeiras
na disputa pelo cobiçado Kikito. Na mostra competitiva nacional, todos os
títulos escolhidos são inéditos no circuito de festivais brasileiros. Mais de
240 filmes foram inscritos para a avaliação do trio, que observou boas
surpresas no conjunto de longas submetidos ao Festival.
Enquanto Rubens Ewald Filho destaca a “bem-vinda tendência
do retorno das boas comédias”, Eva Piwowarski celebra “o importante diálogo
entre o cinema latino-americano representado no grande número de coproduções
inscritas”. Santuario reitera a posição dos colegas e ainda aponta “a
importância do encontro de cineastas consagrados com novos realizadores que
flertam com o audiovisual contemporâneo sem deixar de lado a riqueza de uma
cinematografia acumulada”. A disputa pelo Kikito deve ser, acima de tudo, muito
divertida. Conheça, a seguir, os filmes concorrentes dessa edição.
LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS
– “Barata Ribeiro, 716” (RJ), de Domingos Oliveira
– “El Mate” (SP), de Bruno Kott
– “Elis” (SP), de Hugo Prata
– “O Roubo da Taça” (SP), de Caíto Ortiz
– “O Silêncio do Céu” (SP), de Marco Dutra
– “Tamo Junto” (RJ), de Matheus Souza
LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS
– “Campaña Antiargentina” (Argentina), de Ale Parysow
– “Carga Sellada” (Bolívia/México/Venezuela/França), de
Julia Vargas
– “Espejuelos Oscuros” (Cuba), de Jessica Rodriguez
– “Esteros” (Argentina/Brasil), de Papu Curotto
– “Guaraní” (Paraguai/Argentina), de Luis Zorraquín
– “Sin Norte” (Chile), de Fernando Lavanderos
– “Las Toninas Van al Este” (Uruguai/Argentina), de Gonzalo
Delgado e Verónica Perrotta
CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS
– “A Página” (SP), de Guilherme Andrade
– “Aqueles Anos em Dezembro” (SP), de Felipe Arrojo Poroger
– “Aqueles Cinco Segundos” (MG), de Felipe Saleme
– “Black Out” (PE), de Adalmir da Silva, Felipe Peres
Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci
de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano e Sérgio Santos
– “Deusa” (SP), de Bruna Callegari
– “Horas” (RS), de Boca Migotto
– “Ingrid” (MG), de Maick Hannder
– “Lembranças do Fim dos Tempos” (SP), de Rafael Câmara
– “Lúcida” (SP), de Fabio Rodrigo
– “Memória da Pedra” (BA), de Luciana Lemos
– “O Ex-Mágico” (PE), de Mauricio Nunes e Olimpio Costa
– “O Que Teria Acontecido ou Não Naquela Calma e Misteriosa
Tarde de Domingo no Jardim Zoológico” (RJ), de Gugu Seppi e Allan Souza Lima
– “Rosinha” (DF), de Gui Campos
– “Super Oldboy” (SP), de Eliane Coster
CURTAS-METRAGENS GAÚCHOS
– “A Rua das Casas Surdas” (Porto Alegre), de Flávio Costa e
Gabriel da Fonseca Mayer
– “Another Empty Space” (Porto Alegre), de Davi de Oliveira
Pinheiro
– “Às Margens” (Porto Alegre), de Boca Migotto
– “As Três” (São Leopoldo), de Elena Sassi
– “Bandidos Desalmados” (Porto Alegre), de Zaracla
– “Carol” (Porto Alegre), de Mirela Kruel
– “Dia dos Namorados” (Porto Alegre), de Roberto Burd
– “Escape” (Porto Alegre), Jonatas Rubert
– “Escotofobia” (Porto Alegre), de Rafael Saparelli
– “Horas” (Porto Alegre), de Boca Migotto
– “Inatingível” (Porto Alegre), de Rodolfo de Castilhos
Franco
– “Interrogatório” (São Leopoldo), de Raul Fontoura
– “Lipe, Vovô e o Monstro” (Porto Alegre), de Felippe
Steffens e Carlos Mateus
– “Mundo de Wander” (Porto Alegre), de Lisandro Santos
– “O Jardim dos Amores de Woody Allen” (Porto Alegre), de
Gustavo Spolidoro
– “Objetos” (Porto Alegre), de Germano de Oliveira
– “Outono Celeste” (Pelotas), de Yuri Minfroy
– “Pobre Preto Puto” (Santa Cruz do Sul), de Diego Tafarel
– “Preliminares” (Porto Alegre), de Douglas S. Kothe
– “Quando Pisei em Marte” (Pelotas), de Analu Favretto e
Taís Percone
– “Sesmaria” (Pelotas), de Gabriela Richter Lamas
– “Venatio” (Canoas), de Ulisses da Motta
– “Vento” (Porto Alegre), de Betânia Furtado
– “Vida Como Rizoma” (Porto Alegre), de Lisi Kieling

























