O suspense continuará. Previsto para esta terça-feira, o resultado final do edital que definirá novos cursos de Medicina no Brasil foi adiado. O Ministério da Educação (MEC), atendendo a uma decisão judicial da 6º Vara Federal do Distrito Federal, adiou para 23 de outubro (uma sexta-feira) o anúncio oficial sobre quais municípios e instituições serão habilitadas. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), na edição de ontem.
Existem muitas pressões e interesses envolvidos na chegada de novos cursos de Medicina. Desde interferências políticas, com lideranças de partidos buscando interferir a favor de determinados municípios, até
manifestações de entidades e profissionais da área da educação. Na semana passada, por exemplo, nove entidades divulgaram Apedido estranhando posicionamentos anteriores do MEC, que deixaram os projetos da Unisinos e da Unijuí de fora da classificação. Registrei no blog essa manifestação pública: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=960.
Duas universidades do Vale do Sinos têm interesse direto nesse resultado final: Universidade Feevale, de Novo Hamburgo, e Unisinos, de São Leopoldo. Elas se encontram em posições diferentes nesse processo de classificação e estão na expectativa. Inicialmente, o anúncio seria em 28 de agosto, passando para 22 de setembro e, agora, 23 de outubro.
Universidade Feevale – No dia 10 de julho, a Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres), ligada ao Ministério da Educação, confirmou a Feevale classificada no resultado preliminar. Contudo, ainda falta a homologação por parte do ministério, já que as instituições que ficaram de fora desta etapa ingressaram com recurso e puderam fazer nova defesa de seus projetos. Embora esteja muito perto de ter o curso de Medicina, a Feevale ainda precisa esperar o resultado final.
Unisinos – A Unisinos ficou de fora do resultado preliminar divulgado em 10 de julho. Representantes da instituição já estiveram em Brasília defendendo o projeto da universidade e apresentando dados capazes de fazer o MEC mudar sua análise e habilitar a Unisinos para oferecer o curso de Medicina.
A criação de cursos de Medicina em todo o país faz parte do programa Mais Médicos, do governo federal. Em todo o país, foram apresentadas propostas para 39 municípios, com população de 70 mil habitantes ou mais, que ainda não dispõem de curso superior para a formação de médicos. Agora, é esperar 23 de outubro. O mistério vai continuar!

























