A
primeira plataforma comercial do setor calçadista no exterior em 2019
inaugurou positivamente o ano para as empresas brasileiras
participantes.
A Expo Riva Schuh, tradicional feira italiana da cidade
de Riva del Garda, reuniu compradores e expositores do segmento entre os
dias 12 e 15 de janeiro, possibilitando bons negócios para a delegação
do Brasil.
As 44 marcas verde-amarelas presentes comercializaram 431,3
mil pares de calçados, que geraram mais de US$ 7 milhões em negócios in
loco, valor 57% maior do que a edição do mesmo período de 2018.
A
expectativa para os próximos meses é que as negociações ultrapassem os
US$ 20 milhões. Os números fazem parte do relatório da Associação
Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), que por meio
programa Brazilian Footwear, mantido em parceria com a Agência
Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil),
viabilizou as participações.
Foram menos contatos que no ano passado, mas os negócios efetivados aumentaram. No total foram aproximadamente 600 contatos, sendo 200 deles novos, cerca de 100 a menos que em 2018.
Novos mercados
Além dos números, a Expo Riva Schuh destaca-se como uma importante plataforma comercial para manutenção de mercados já ativados e entrada em novos. Esses eram os principais objetivos da Adrun, marca de calçados esportivos que participou de sua segunda edição da feira. O representante de exportação da empresa, Junior Pineze, conta que os resultados foram maiores do que o esperado, aumentando a presença da Adrun na Europa. “Na primeira participação, que foi em junho de 2018, abrimos três novos mercados. Nesta segunda participação, conseguimos abrir mais cinco novos, com ótimas expectativas de crescimento para os próximos seis meses”, relata.
Consolidar a presença da empresa no exterior também era o objetivo da
Pegada, que vê na Expo Riva Schuh uma boa oportunidade para fortalecer e
aumentar contatos internacionais. “Esta feira é muito importante para a
manutenção de mercado, pois é no início do semestre, momento em que a
empresa se reúne com seus principais distribuidores”, destaca o gerente
de exportação, Juliano Fontes. “Além disso, tivemos a oportunidade de
abrir dois novos clientes e, apesar de ser a edição de inverno,
normalmente mais fraca, tivemos três dias de bons atendimentos”,
comemora Fontes. Esses resultados demonstram uma retomada da indústria
brasileira, que volta ao radar dos europeus, e engendra boas
perspectivas de negócios para 2019.
COUROMODA
Com mais de duas mil marcas de calçados, a 46ª edição da Couromoda, que aconteceu entre 14 e 17 de janeiro, no Expo Center Norte, em São Paulo, cumpriu o seu papel enquanto propulsora de negócios para a temporada outono/inverno.
A avaliação é do presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, que ressaltou também o clima de otimismo nos corredores e como o fato pode ter influência positiva nas vendas de calçados neste primeiro semestre do ano.. “Acreditamos que o novo momento econômico deve refletir na melhora gradual das vendas, com a recuperação da demanda doméstica”, projeta.
O diretor da Couromoda, Jeferson Santos, destaca que a feira foi superior a do ano passado, especialmente pela efetividade das negociações in loco. A visitação ficou estável, em cerca de 30 mil pessoas, sendo duas mil de fora do País. Destaque para o retorno de grandes compradores, que há alguns anos não vinham à mostra paulista. “As negociações aconteceram em grande volume, especialmente para a pronta entrega. Os expositores que se preparam colheram bons resultados, principalmente porque compradores vieram repor estoques de um bom final de ano”, aponta.
Na área internacional, Santos destaca a presença de grandes importadores, especialmente dos Estados Unidos, que estão se precavendo quanto às sinalizações de taxação para importações de calçados chineses naquele país. O clima de otimismo registrado também proporcionou uma meta de crescimento para a feira em 2020, quando, segundo o empresário, a mostra deve ser 15% maior. “Já estamos saindo daqui com uma renovação de cerca de 60% dos espaços”, conclui.
Expositores apontam crescimento
Diferentemente da feira do ano passado, quando houve um destaque para o mercado externo, o desempenho mais positivo foi para as vendas domésticas. Citando um final de ano promissor no varejo, expositores ressaltaram incremento nos negócios. O gerente comercial da Via Uno, Sérgio Melo Bisotto, destaca que as vendas in loco para o mercado doméstico foram 35% superiores aos registros da Couromoda de 2018. “Tivemos uma boa visitação, de clientes antigos e também novos, especialmente de São Paulo e do Nordeste”, avalia.
Com reposicionamento de marca, a Via Uno voltou ao mercado há um ano e meio e registrou bons números no ano passado, apesar da crise que atingiu a maior parte das empresas do setor. “Em 2018, crescemos 30% e para 2019 a previsão é de um salto entre 25% e 30% nas vendas”, conta Bisotto.
O superintendente comercial da Radamés, Jairson Franchini, também registrou incremento em relação à feira do ano passado. “Praticamente dobramos o nosso desempenho, especialmente no mercado doméstico. Acredito que o clima de otimismo, somado a um final de ano positivo e uma coleção acertada foram fundamentais para esse resultado”, comemora.
O gerente de exportação da empresa, Maurício Ávila, conta que, diferentemente da mostra do ao passado, o desempenho no mercado externo não foram tão positivos. “Tivemos muitas visitas, mas os negócios ficaram abaixo de 2018. Por outro lado, recebemos contatos promissores que poderão fechar negócios importantes no pós-feira”, projeta Ávila.
Destoando das empresas ouvidas, a Giulia Donna aponta para um desempenho
semelhante ao registrado no ano passado. Para o gerente comercial
Felipe Fonte, os dois primeiros dias de feira foram superiores, mas os
seguintes mais fracos, o que deve fazer com que o resultado fique
empatado com o ano passado. “Somos uma marca jovem, de seis anos, e
viemos em uma crescente. Em 2018, o crescimento chegou a 18%. Para esse
ano, a meta é ousada, de 33% de incremento nas vendas”, conta,
ressaltando que a meta otimista é reflexo de uma melhora na economia
brasileira. Com informações da assessoria da Abicalçados.

























