Em razão da repercussão nacional do caso da clínica de vacinas Vacix, de Novo Hamburgo, o Portal Martin Behrend recebeu material produzido pela Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVAC). A entidade declara repudiar ações fraudulentas na aplicação de vacinas.
CONFIRA A MANIFESTAÇÃO
A notícia de que uma clínica instalada em Novo Hamburgo, no
Rio Grande do Sul, acaba de ser interditada suspeita de aplicar doses
irregulares de vacinas diversas colocando em risco a saúde da população acende,
novamente, o debate sobre a importância de tornar ainda mais rígida a
fiscalização do setor. A ABCVAC (Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas)
declara que a clínica nomeada Vacix não integra o rol de associadas à entidade
e repudia sua ação, reforçando a importância de rever a RDC (Resolução de Diretoria
Colegiada) que flexibilizou amplamente a legislação.
“É com grande tristeza e preocupação que recebemos essa
notícia da prática indevida da vacinação. Essa nossa preocupação foi anunciada
durante consulta pública da nova RDC, publicada em dezembro de 2017. Hoje,
vendo essa notícia, percebemos que a nossa posição estava correta. Flexibilizar
a legislação tornando-a ainda mais branda em um setor no qual a fiscalização
pública é frágil, possibilita que este tipo de ação ocorra em todo o Brasil”,
declara Geraldo Barbosa, presidente da ABCVAC.
Aprovada no fim de 2017, a resolução permite que qualquer
estabelecimento de saúde faça vacinação, incluindo farmácias e drogarias,
decisão que desperta insegurança pois as clínicas privadas de vacinas sempre
estiveram submetidas a regras muito rigorosas para oferecer este serviço
médico. “Nossa maior preocupação é que outros casos como esse ocorram em
território nacional. Não podemos permitir que a saúde da população seja
colocada em risco. Damos total apoio à fiscalização, à vigilância sanitária, às
secretarias de saúde e à Anvisa para que o rigor seja colocado em
prática”, complementa Barbosa.
As clínicas de vacina, para serem autorizadas a funcionar,
são obrigadas a ter um diretor técnico médico, visto que esta é a especialidade
que tem mais conhecimento para garantir a saúde do paciente vacinado.
“Acreditamos em equipes multifuncionais onde a responsabilidade técnica de
médico e enfermeira seja exigida para que o serviço seja de qualidade”,
diz o presidente sobre a preocupação de que, em caso de eventos adversos,
outros profissionais, que não médicos, não tenham o know how necessário
para traçar o melhor procedimento para o paciente, visto que a vacina é um
medicamento, mas a vacinação é um serviço médico.
São diversas as irregularidades apontadas pela fiscalização
do Rio Grande do Sul no caso da clínica Vacix, dentre elas o condicionamento
inadequado das doses existentes. Produzidas a partir de células vivas, as
vacinas devem ser mantidas na temperatura indicada pelo fabricante para manter
seu poder de imunização. “Vacinas são produtos muito sensíveis”, diz
Barbosa lembrando que as clínicas também devem seguir uma série de normas que
regulamentam o espaço físico a fim de garantir que todo o ambiente esteja
propício e adequado ao serviço de vacinação.
Para se prevenir, a população deve sempre buscar
informações sobre a regularização da clínica, além de exigir dados de origem
das vacinas e ficar atento se todo o material utilizado está sendo descartado e
se as doses a serem aplicadas estão lacradas. A ABCVAC coloca-se à disposição
para sanar dúvidas e instruir sobre as regulamentações que previnem a população
e garantem um atendimento adequado e de qualidade.
SOBRE A ABCVAC
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CLINICAS DE VACINAS – ABCVAC tem como intuito representar o interesse setorial das Clínicas de Vacinas, na defesa das boas práticas de mercado e da melhoria contínua na promoção da saúde através da Vacinação, em todo território nacional, interagindo com os diferentes órgãos governamentais, empresariais e afins.

























