Atacar jornalista e o Jornalismo não é novidade. Contudo,
estas práticas covardes ganharam reforço com o surgimento da internet. Perfis
fakes nas redes sociais, personagens falsos para esconder agressores e até mesmo colunistas de
jornal que não existem são realidade no Vale do Sinos. É o retrato da
covardia e da falcatrua. Ora, se vivemos num país livre, com liberdade de
imprensa e liberdade de expressão, qual o receio de aparecer? É porque deve ser
um bandido ou alguém muito sujo. Quem precisa se esconder para emitir opinião
não merece respeito.
A mais recente vítima de ataque anônimo é o Jornal A Gazeta,
de Campo Bom. Na manhã desta terça-feira, um panfleto anônimo circulou pelo
município trazendo acusações envolvendo o jornal, o colunista Mauri Spengler e
integrantes da administração do prefeito Luciano Orsi (PDT). O material foi
enviado através dos Correios, postado no dia 25 de julho, no município de
Araricá. O remetente é “João da Silva”, morador da Avenida João XXIII, 764 –
endereço do Cemitério Municipal. A Polícia Civil está investigando o caso. No panfleto, aparecem valores investidos pelo governo Orsi em publicidade no jornal.
O que mais impressiona é que pessoas que fazem discurso nas
redes sociais contra a corrupção, a favor da ética e da transparência, seguem e
compartilham perfis falsos ou de fantasmas. O que esperar de cidadãos que
patrocinam perfis de falcatruas, que se escondem atrás de um computador para
falar mal dos outros, debochar, diminuir? Reitero a pergunta: vivemos num país
com liberdade de imprensa e liberdade de expressão, então, para que se esconder?
A explicação é uma só: deve ser bandido ou baita falcatrua.
Críticas à imprensa são necessárias. Criticar veículos de
comunicação não está proibido. Fiscalizar o trabalho da imprensa faz parte – até pra ver se a mídia não está repetindo práticas que ela critica no Poder Público, por exemplo, em relação aos gastos com o dinheiro público. Jornalistas também erram, até porque são seres
humanos. Os leitores, ouvintes, espectadores e internautas é que definirão a
qualidade do trabalho do jornalista e do veículo em que ele trabalha.
O que não
se aceita é a covardia de anônimos. É esse tipo de gente, que se esconde para
falar dos outros e agredir sem constrangimento, que deve ser combatida e
denunciada. O esgoto é o lar para quem tem esse tipo de comportamento – e impressiona como tem
ratos por lá.
Ah, você poderá ser a próxima vítima de um ataque anônimo.
Depois não adianta fazer beicinho e reclamar.

























